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Governo vai trocar comandantes da PM na capital paulista

Ricardo Chapola - O Estado de S. Paulo

11 Julho 2014 | 03h 00

Medida vai afetar também chefe da Tropa de Choque; insatisfação com o combate à criminalidade provoca alteração de parte da cúpula

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), se reúne nesta sexta-feira, 11, com o secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, para decidir sobre mudanças no comando da Polícia Militar na capital e também da Tropa de Choque. Os cargos são ocupados hoje pelos coronéis Leonardo Torres Ribeiro e Carlos Celso Savioli, respectivamente.

A reunião foi marcada a pedido de Grella, que quer do governador a chance para efetuar as mudanças na pasta. O secretário tem demonstrado insatisfação com os resultados obtidos pela corporação. O encontro serviria para o secretário expor os motivos que o levaram a decidir pela alteração dos quadros de comando da polícia.

O governo iniciou uma movimentação reativa depois de o Estado registrar recordes históricos de roubos em abril e em maio. O aumento da criminalidade contra o patrimônio foi mensurado pela própria SSP. Além disso, a troca de comandantes coincidirá com o início da campanha de Alckmin à reeleição, período em que segurança pública deve voltar para a linha de frente dos debates.

A reformulação nesses dois cargos da PM seria apenas o começo das mudanças pretendidas pelo secretário. A saturação de policiais nas cidades que receberam seleções estrangeiras e em São Paulo durante a Copa também teria mostrado à SSP que há espaço para reforçar o policiamento das ruas.

Na noite desta quinta-feira, o coronel Savioli, um dos atingidos pelas mudanças, informou aos seus subordinados da Tropa de Choque que está de saída. Tanto Savioli quanto Ribeiro haviam sido escolhas do atual comandante-geral da PM, coronel Benedito Roberto Meira, que antes de assumir a corporação havia chefiado a Casa Militar de Alckmin.

Índices. Em maio deste ano, conforme os últimos dados da criminalidade divulgados pela SSP, os roubos tiveram a 12.ª alta consecutiva, tanto no Estado como na capital. Foram registradas 28.336 ocorrências, sem contar roubo de veículos - o aumento foi de 33,6% em comparação com o mesmo mês do ano passado. A capital teve alta de 41,9%, com 14.716 casos - o maior pico desde janeiro de 2012.

O índice de homicídios cresceu no Estado - alta de 6,4%. Em maio deste ano, foram 350 casos ante 329 de 2013. Na capital, o índice caiu 22%, passando de 108 ocorrências para 84. / COLABOROU MARCELO GODOY

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