Governo paulista inaugura amanhã Centro de Detenção Provisória em Franca-SP

Unidade custou R$ 29 milhões e tem capacidade para 768 presos; ideia é diminuir a superlotação de presídios vizinhos

Brás Henrique, de O Estado de S. Paulo

22 Abril 2010 | 16h38

O governo paulista inaugura nesta sexta-feira, 23, o Centro de Detenção Provisória (CDP), de Franca, na região de Ribeirão Preto. A unidade tem capacidade para 768 presos que aguardam julgamentos, distribuídos por oito pavilhões. O CDP é a primeira entrega do ano e faz parte de um pacote de 49 que o Estado entregará até 2011.

 

O secretário Lourival Gomes, da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), fará a inauguração do CDP, construído no bairro City Petrópolis. O governo informa que a nova unidade esvaziará as carceragens dos distritos policiais e as cadeias da região, diminuirá a superlotação de presídios vizinhos e que policiais voltarão às investigações.

 

O CDP custou R$ 29 milhões e tem quatro portais detectores de metais, aparelho de raio-X e bancos detectores de metais. Equipamentos de segurança instalados serão usados para fazer revistas mais rigorosas em presos, funcionários e parentes dos detentos. O CDP terá atendimento médico e odontológico. Serão 167 funcionários trabalhando em sistema de plantões, além de outros 50 profissionais da área administrativa.

 

Na segunda-feira, 12, presos da Cadeia Pública da Guanabara, instalada no centro de Franca, começaram a ser transferidos. Por questão de segurança, eles não seriam transferidos todos da cadeia para o CDP em curto prazo de tempo. Dos mais de 250 presos, menos de 30 devem permanecer na cadeia, entre eles os que não pagaram pensões alimentícias.

 

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que a cadeia será desativada, mas o mais provável é que seja reformada e transformada em presídio feminino, com capacidade para 150 mulheres, além de mais de 60 vagas reservadas para uma ala masculina, abrigando presos provisórios detidos em flagrante nos finais de semana e durante o período noturno - os que não pagam pensões alimentícias também iriam para lá.

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