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Governo federal vê embate Rota-PCC

Lisandra Paraguassu - O Estado de S. Paulo

28 Setembro 2012 | 00h 05

Resposta da facção criminosa a ações do batalhão faz SP ter alerta para crises elevado; secretário de Segurança contesta relatório

BRASÍLIA - O sistema de monitoramento de crises do governo federal aumentou o alerta para São Paulo por causa das ações recentes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Um relatório especial feito pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que abastece o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) ligado à Presidência da República, mostra que a situação, ruim há alguns meses, tende a se agravar em razão da resposta do grupo às ações das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota). O governo de São Paulo nega.

Acuado pela ofensiva policial, o comando do PCC teria determinado que seja aplicada no Estado a "cláusula 18": "Vida se paga com vida e sangue se paga com sangue". Para cada membro da facção morto, um policial deve ser assassinado. A morte do soldado André Peres de Carvalho, do 1.º Batalhão de Choque (Rota), na capital, teria sido recebida ontem pelo PCC como uma "vitória". Pela primeira vez, o grupo teria conseguido atingir a unidade.

A contabilidade mortal do PCC também incluiu a execução de Florisvaldo de Oliveira, de 53 anos, o Cabo Bruno, no mesmo dia, no interior do Estado. Líder de um grupo de extermínio nos anos 1980, estava livre havia 34 dias e seria um símbolo para o PCC. Informações da Abin mostram que o grupo teria se fortalecido nos últimos seis anos, depois de uma relativa "paz" desde os ataques a São Paulo, em maio de 2006.

Mesmo com alguns líderes presos, o PCC se reorganizou. Recentemente, no entanto, a Rota iniciou um trabalho próprio de inteligência que começa a chegar perto do PCC. Informações atribuídas a denúncias anônimas - como a do "tribunal" estourado há duas semanas, em que nove pessoas foram mortas - teriam vindo desse trabalho.

O secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, contesta o documento. "Fico indignado. São notícias sem fundamento. A Abin não monitora presídios e não mantém contato com a inteligência do Estado. Não monitora nem as fronteiras para coibir a entrada de armas e drogas." Ele acusou a agência de, no período pré-eleitoral, servir a interesses político-partidários.

Comando. Com o grupo caçado pela Rota, a ordem de usar a "cláusula 18" teria vindo diretamente de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder do PCC preso na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau. A instrução aos criminosos é observar o cotidiano de policiais, para conhecer seus hábitos e fazer a execução durante a folga - de preferência, na frente da família.

Dados da PM de São Paulo mostram que o número de policiais mortos neste ano é 40% maior do que no mesmo período de 2011. A preocupação do governo federal é que a crise se intensifique em São Paulo e se espalhe. As informações da Abin são de que o PCC se armou e se expandiu nos últimos anos. Apesar de concentrar as ações em São Paulo, ele teria associações com criminosos em diversos Estados, especialmente nas fronteiras com o Paraguai e a Bolívia. / COLABOROU MARCELO GODOY

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