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Governo cede a sem-teto, mas votação do Plano Diretor deve ficar para semana que vem

Adriana Ferraz e Diego Zanchetta - O Estado de S. Paulo

27 Junho 2014 | 16h 54

Segundo o vereador Nabil Bonduki, congresso de comissões analisará, até a madrugada, a legalidade das 119 emendas que foram incluídas na proposta que organiza o crescimento da cidade

SÃO PAULO - A Prefeitura e os vereadores aceitaram a exigência do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MSTS) de garantir que as moradias que serão construídas na ocupação Copa do Povo, em Itaquera, na zona leste, sejam feitas por meio de parceria com o programa Minha Casa Minha Vida Entidades. Não está definido se haverá concorrência ou se o MTST tocará as obras. Mesmo assim, o líder do movimento, Guilherme Boulos, aceitou a mudança e disse que o movimento se sente contemplado. Apesar do entendimento entre sem-teto e vereadores, o Plano Diretor de São Paulo não deve ser votado hoje, como era previsto.

Segundo o relator do Plano, vereador Nabil Bonduki (PT), será feito um grande congresso de comissões até a madrugada para analisar a legalidade das 119 emendas de vereadores que foram incluídas na proposta que organiza o crescimento da cidade.

A presidência da Câmara já convocou cinco sessões extraordinárias para a partir das 11 horas de segunda-feira.

A discordância entre MTST e vereadores se deu por causa do projeto do vereador Police Neto (PSD) que autoriza a construção de moradias populares onde está a ocupação Copa do Povo. Para Boulos, o projeto não garante que cerca de 3 mil famílias que estão no terreno de 150 mil metros quadrados serão as contempladas com os imóveis. "Juridicamente não dá pra demarcar as moradias para quem está no terreno. 

O líder do MTST e os cerca de 3 mil sem-teto que acampam na frente do Legislativo exigem que o projeto de lei garanta a construção das moradias no terreno via parceria entre o programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal, e o MTST.

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