Governo afasta major por não colocar sargento na equipe

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) insistiu ontem no discurso de "rigorosas apurações e punições", e informou que pedirá ao Ministério Público que acompanhe o caso do publicitário morto. Já o secretário de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, admitiu erros da polícia durante a abordagem e disse que o oficial responsável pela ação, um major do 23.° Batalhão cujo nome não foi divulgado, será afastado.

CAMILA BRUNELLI, O Estado de S.Paulo

21 Julho 2012 | 03h02

"Houve uma falta funcional. Sempre tem de ter na Força Tática um policial mais graduado. O comandante permitiu que a viatura desse caso fosse composta por um cabo e dois soldados." Segundo o secretário, deve haver no mínimo um sargento na equipe.

Sobre a ação, Ferreira Pinto disse que o fato de quatro viaturas e duas motos estarem em ação contra um veículo deveria facilitar a ocorrência. "Os policiais erraram totalmente no momento em que atiraram. Eles tinham muito mais condições - tendo em vista a desproporção numérica - de abordar o rapaz e fazer com que ele saísse do carro. Isso é bastante reprovável."

Questionado sobre uma suposta tensão em virtude dos recentes ataques a bases da PM e execução de policiais, o secretário negou que a tropa esteja nervosa ou agindo abruptamente. "A tropa está sob controle absoluto. Foram ações atrapalhadas, mas não significa que a PM ou seus integrantes estejam apavorados. É uma profissão de risco e eles estão conscientes disso."

Baixada. Em relação ao caso de Santos, em que outro veículo, com seis ocupantes, foi alvejado por 25 tiros após furar uma blitz, o secretário afirmou que o inquérito já foi instaurado e um promotor vai acompanhar os desdobramentos. "Eles furaram o bloqueio, jogaram o carro em cima da polícia, quase atropelaram os policiais. No interior do veículo havia uma arma e o condutor não tinha habilitação. Mas claro que estar com uma arma, sem fazer uso dela, e estar sem CNH não justifica que eles também sejam recebidos a tiros", disse. "Lá não houve necessidade de flagrante, porque não é tão evidente como a ação aqui da capital."

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