Golpe deixa corrida de táxi 20% mais cara

Taxistas mal-intencionados têm aplicado um golpe para aumentar o preço da corrida. Software acoplado ao taxímetro e acionado por controle remoto pode aumentar o valor da corrida em até 20%. O equipamento altera o quilômetro rodado e o tempo do percurso. O sistema é similar ao usado em postos de gasolina para fraudar motoristas, que abastecem menos do que a bomba registra.

LUÍSA ALCALDE, O Estado de S.Paulo

10 Dezembro 2011 | 03h05

A fraude foi descoberta há cerca de dois meses pelo Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) e pelo Departamento de Transportes Públicos (DTP), que fiscaliza os 33 mil táxis regulares da capital. O equipamento é instalado por mecânicos e eletricistas, que violam o lacre dos taxímetros. Para o superintendente do Ipem, José Tadeu Rodrigues Penteado, quadrilhas especializadas vendem os equipamentos.

Ontem, operação nos terminais rodoviários da Barra Funda, na zona oeste, Jabaquara, na zona sul, e Tietê, na zona norte, e no Aeroporto de Congonhas, na zona sul, tentava detectar a irregularidade. Até as 20h, nenhum carro estava irregular.

O Ipem descobriu o golpe ao ser convidado pelo DTP a emitir laudo de um taxímetro cujo veículo havia sido apreendido em uma fiscalização, quando os peritos desconfiaram que o lacre havia sido violado.

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