Freio com problemas

PERIGO NA ESTRADA

, O Estado de S.Paulo

19 Abril 2010 | 00h00

Comprei um Voyage zero-quilômetro em dezembro de 2008 e o peguei na primeira semana de janeiro de 2009. Há meses o freio do carro começou a apresentar problemas. Ele sempre falha quando está em marcha lenta. Entrei em contato com o fabricante, que fez várias avaliações, mas o problema persistiu. Só em janeiro o carro foi levado 4 vezes à concessionária. Até um Boletim de Ocorrência eu fiz contra a Volkswagen (VW), pois a única resposta que recebi deles é "encaminhe seu carro para a concessionária para avaliação". Isso porque o problema está relacionado a um item de segurança! Preciso trabalhar com meu carro e já tive muito prejuízo. Viajo muito e tenho medo de que o freio falhe quando eu estiver dirigindo em alta velocidade. Em 9/2, solicitei um carro reserva, enquanto meu automóvel estivesse na concessionária. Mas o pedido foi negado, sob a alegação de que tenho o direito a ele somente no primeiro ano e em caso de pane mecânica ou elétrica. Será que a VW acha que tenho uma frota em casa e posso me dar ao luxo de escolher o carro que vou usar, enquanto o meu estiver na concessionária? Quem arcará com os prejuízos se houver um acidente?

ELAINE SILVA DE ARAÚJO

/ SÃO PAULO

A Central de Relacionamento com Clientes da VW diz que a Gerência Técnica do Concessionário Diauto informou que foi agendada uma avaliação no veículo.

A leitora contesta: Meu carro ficou na concessionária por 38 dias, desde 26/2. Nesse período, funcionários ligaram para saber se o serviço fora bem executado e se estava satisfeita, mesmo o carro estando com eles! Quando explicava, quem estava na linha ficava mudo e, após alguns segundos, dizia que iria verificar o que ocorreu. Recebi correspondência da VW informando que tentou entrar em contato comigo por diversas vezes, sem sucesso! Para piorar, recebi a cobrança de R$ 300 da locadora do carro que deixaram para eu utilizar, enquanto o meu continuava lá. No dia 5/4 o carro me foi entregue, mas começou a apresentar problemas no freio de novo.

Análise: A consumidora não deve esperar mais, tem de procurar na Justiça os seus direitos para a troca do veículo, tendo em vista a questão da segurança. É importante ter toda a documentação comprovando que o veículo logo após a compra passou a ter o mesmo defeito reiteradas vezes. Quanto à cobrança feita pela locadora do veículo reserva, isso é de responsabilidade da concessionária, se foi ela quem disponibilizou esse serviço, enquanto o veículo permanece em reparo.

Maria Inês Dolci é coordenadora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste)

DESCASO COM IDOSO

O dia todo no hospital

No dia 15/3 levei minha sogra, de 80 anos, ao Hospital Sancta Maggiore, do convênio Prevent Senior, por volta das 10 horas. O médico solicitou uma tomografia. Ela tomou a medicação e teria de ficar um período sem comer e beber água para poder fazer o exame. Como já eram 19 horas e o exame ainda não havia sido feito, fui ao setor de tomografia. Lá fui informada de que a guia estava na recepção. Soube então que ela não tinha direito de fazer esse exame. Por que não avisaram antes? Paguei pelo procedimento. Quando fomos levar o resultado do exame para o médico, soube que colocaram a ficha dela em outro lugar! Conclusão: saímos do hospital às 22h30!

LUZINETE R. SILVA

/ BARUERI

A Prevent Senior informa que entrou em contato com a sra. Luzinete, em 25/3. Esclarece que, baseado na planilha de atendimento, no prontuário médico e nos relatórios dos setores envolvidos, verificou os fatos ocorridos no dia 15/3 e diz que as providências cabíveis estão sendo tomadas, para que falhas como essa, na comunicação interna entre os setores, não voltem a ocorrer, resultando num tempo de permanência do paciente no hospital maior do que o necessário. Informa que será agendada a melhor data e horário para que a cliente possa receber a troca do cheque nominal ao Hospital Sancta Maggiore e para que a situação possa ser resolvida sem incômodo a ela.

A leitora diz: O problema foi resolvido, sim. Mas percebi, enquanto esperava para ser atendida, que o atendimento foi diferente, preferencial. Vi que tudo continua igual.

Análise: A Proteste entende que, depois de todos os contratempos, o mínimo que o hospital pode

fazer é isentar a consumidora do pagamento do exame, pois não

há como recuperar o transtorno a que foi submetida a idosa. Este caso mostra que o hospital precisa investir no atendimento e melhorar os procedimentos adotados para evitar prejuízos aos pacientes, que, inclusive, podem acarretar danos à saúde, o que,

felizmente, nessa situação parece não ter se verificado. Tantos desleixos merecem a formalização de reclamação no convênio Prevent Senior e na Agência Nacional

de Saúde (ANS).

Maria Inês Dolci é coordenadora institucional da Proteste

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