Foco em diminuir os roubos e fim da crise ajudam a explicar

A relação entre crise econômica e crescimento de crimes contra o patrimônio está bem documentada em estudos. Quando aumenta o desemprego cresce a tentação dos ladrões em potencial em buscarem dinheiro na base da violência. Em São Paulo, por exemplo, desde os anos 1980, os casos de furto qualificado cresceram um ano depois dos ciclos recessivos dos anos 1980, 1990 e 2000. Caíram em épocas de prosperidade, após o Plano Cruzado, em 1986, e o Plano Real, em 1994. Entre 2008 e 2009, durante a crise financeira mundial, os roubos voltaram a atingir números recordes no Estado. Tornaram a diminuir agora, com a retomada do crescimento.

Análise: Bruno Paes Manso, O Estado de S.Paulo

13 Abril 2010 | 00h00

A velocidade do crescimento e da queda dos índices de crimes contra o patrimônio, no entanto, vai depender da competência das polícias. Quando o secretário de Segurança, Antônio Ferreira Pinto, assumiu o cargo, prometeu priorizar o combate a esse tipo de crime, uma vez que os homicídios, considerados até então o principal desafio do Estado, pareciam sob controle.

Deslanchou o planejamento da Polícia Militar para focar o efetivo nas regiões onde esses crimes se concentram, a partir de tecnologias avançadas. Também houve rearranjo na Polícia Civil com o objetivo de concentrar o esforço na apuração de casos envolvendo quadrilhas de furtos e roubos. Resta saber, portanto, qual o peso da política de segurança na melhoria dos resultados e qual o peso do aquecimento econômico na diminuição dos índices.

É JORNALISTA DE "O ESTADO DE S. PAULO"

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