Fila da balsa entre Santos e Guarujá chega a 7 km

Espera ontem foi de 2 horas e meia; houve congestionamento porque motoristas evitaram a Rodovia Cônego Domênico Rangoni

O Estado de S.Paulo

29 Março 2013 | 02h03

O movimento intenso de motoristas na véspera do feriado da Semana Santa fez com que a fila para a balsa entre Santos e Guarujá chegasse a 7 quilômetros na tarde de ontem. O congestionamento se estendia por toda a orla de Santos, da área de atracação das barcas até o Canal 1, perto do limite com São Vicente. O tempo de espera pelo embarque chegou a duas horas e meia para alguns motoristas.

A saída de São Paulo também não foi fácil: a capital chegou a ter 235 km de lentidão às 19h, conforme a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o segundo maior índice do ano.

A empresa de Desenvolvimento Rodoviário (Dersa) afirmou que uma das causas da fila da balsa foi a maré alta. Por motivo de segurança, a velocidade das barcas é reduzida nessas situações. Além disso, uma das embarcações - a menor entre as nove de Santos - teve de ser retirada de operação, porque ela não é apropriada para essas condições marítimas.

Outro fator foi o excesso de veículos, pois os motoristas que seguiam para o Guarujá evitaram a Cônego Domênico Rangoni, rodovia que tem um congestionamento de caminhões que tentam chegar ao Porto de Santos. A travessia receberia 184 mil veículos neste feriado, segundo previsão da companhia.

A dentista Thais Esteves Alves, de 24 anos, que mora no Guarujá, entrou na fila às 16h45 e só chegou ao atracadouro às 19h20. "Nunca tinha acontecido isso comigo. Costumo fazer o trajeto Santos-Guarujá uma vez por semana, há dez anos." O serviço foi normalizado no começo da noite. Às 19h, a espera já era de, no máximo, 30 minutos.

Caminhões. Na Domênico Rangoni, o tombamento de uma carreta às 11h30 de ontem complicou ainda mais o trânsito. Só duas faixas foram abertas aos motoristas. O acidente não deixou vítimas, mas causou lentidão do km 261 ao km 258.

A entrada para a margem esquerda do porto continua difícil para os caminhoneiros. A única entrada possível é pela Rua Idalino Pinês (conhecida como Rua do Adubo), no Guarujá, mas ela não tem infraestrutura para receber o grande número de veículos que estão passando pelo local. Na semana passada, os caminhões fizeram uma fila de 35 quilômetros de extensão.

Na Via Anchieta, duas carretas bateram na manhã de ontem no km 47 da pista de descida. Os motoristas ficaram levemente feridos e foram levados para o Pronto-Socorro de Cubatão.

Litoral norte. Na Rodovia dos Tamoios, que liga São José dos Campos ao litoral norte, a colocação de cones para sinalizar a operação descida provocou congestionamento de 25 km perto de Paraibuna.

"Achei que evitaria o trânsito intenso descendo cedo para o litoral, mas parece que todo mundo pensou a mesma coisa", disse o engenheiro Rodrigo Santos Ferreira, de 39 anos, que chegou a Caraguatatuba por volta das 17h de ontem, após ter saído da capital às 13h. O ex-jogador de futebol e empresário Gilmar Luiz Rinaldi também ficou preso na Tamoios. "Um percurso de 15 minutos demorou quase duas horas." / BRUNO RIBEIRO e MÔNICA REOLOM; REGINALDO PUPO e ALINE PORFÍRIO, ESPECIAIS PARA O ESTADO

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.