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Festa na Paulista atrai milhares e deve seguir por toda a madrugada

Contagem regressiva para 2017 será feito pela cantora Daniela Mercury

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Marco Antonio Carvalho ,
O Estado de S.Paulo

31 Dezembro 2016 | 21h01

SÃO PAULO - A festa na Avenida Paulista, na região central de São Paulo, já atraiu milhares de pessoas desde as primeiras horas da noite deste sábado, 31. Os shows no palco instalado na altura do cruzamento com a Avenida Brigadeiro Luís Antônio começaram às 18 horas e devem seguir dando boas-vindas a 2017 durante toda a madrugada deste domingo, 1º. Na avenida, em meio às roupas brancas dominantes, a expectativa para a chegada de um ano melhor que 2016, marcado pela crise econômica no País.

A chegada do Ano-novo será de trabalho para o artista Pierre Schlösser, de 33 anos. Vestido com uma fantasia do super-heroi Homem de Ferro, ele atraía olhares curiosos de crianças e arrancava risadas de adultos. "A festa aqui costuma ser atrativa para os adultos, mas venho para ser a diversão das crianças", disse ele, que sempre trabalha em réveillons buscando a intensa movimentação na região. Uma selfie com o heroi pode ser retribuída com uma contribuição em dinheiro não estipulada por Schlösser. Perguntado sobre o valor, ele aponta para a placa que carrega, onde lê-se: "Um sorriso não tem preço".

Por volta das 20 horas, o analista de sistemas Eduardo Viana, de 46 anos, e a mulher Rita Viana, de 43, passeavam e tiravam fotos na avenida. Moradores de um prédio a poucos metros onde o palco foi instalado, eles dizem não se preocupar com a movimentação intensa que é esperada para esta noite. "Nós gostamos, sempre descemos e passeamos um pouco para depois voltar e aproveitar a virada", disse Eduardo. "Para 2017, vamos esperar mais oportunidade de emprego para todos", completou o analista sobre as resoluções para o ano que está chegando.

O evento na Paulista atraiu também a imigrante síria Sereen Habbas, de 37 anos, que passeava na avenida com as duas filhas de 10 e 2 anos. Morando no bairro da Mooca há dois meses depois de deixar a capital síria, Damasco, Sereen contou que espera aproveitar a noite, com a esperança de retornar para a cidade natal em breve. "Saímos de lá por causa da guerra e agora, com uma relativa estabilização, já pretendemos voltar", contou.

Atrações. Pontualmente às 20h30 subiu ao palco o rapper Emicida, a terceira atração da noite. Ele, que dividirá o palco com a rainha do axé, a baiana Daniela Mercury, e com a carioca Elza Soares, com longa carreira no samba e aclamada pelo seu mais recente álbum "A mulher do fim do mundo", se disse feliz por ser o representante do rap. "Acredito que o rap é uma música de São Paulo, um filho que a cidade não assume. Isso está enraizado de uma maneira profunda e representa um caminho sem volta. Vamos cada vez mais ocupar este espaço, lutamos muito por isso e me sinto feliz por ser um representante a dizer que a nossa cultura está viva", disse.

A chegada às proximidades do palco não é das mais fáceis para quem veio caminhando na Paulista no sentido Paraíso. A primeira barreira instalada pela Polícia Militar está localizada na altura da sede da Fiesp, a mais de um quilômetro das atrações. Quem chega ao local é orientado a descer por vias marginais e subir na altura da Avenida Brigadeiro Luís Antônio para chegar mais próximo ao palco. 

Funcionários que faziam a segurança no local na noite deste sábado disseram estar seguindo uma orientação da PM, que previa liberação gradual do fluxo na região. A situação causava incômodo a quem não havia sido avisado previamente da situação. A reportagem do Estado não conseguiu contato com a corporação para comentar a situação.

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