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Família morre afogada em córrego no interior de São Paulo

Pai, três filhos e namorado de uma das garotas foram surpreendidos com aumento da profundidade no local por causa das chuvas

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Sandro Villar,
Especial para o Estado 

15 Fevereiro 2016 | 13h28

SOROCABA - Um pai, um filho, duas filhas e o namorado de uma das meninas morreram afogados neste fim de semana, nas águas de um córrego, na zona rural de Bauru, interior de São Paulo. A tragédia familiar abalou a cidade, onde os corpos eram velados na tarde desta segunda-feira, 15. A família desapareceu na tarde de domingo, mas o resgate dos corpos só se completou na manhã seguinte. Os três irmãos foram encontrados abraçados, segundo o Corpo de Bombeiros.

De acordo com a Polícia Civil, Newton Avante, de 44 anos, brincava com os filhos em um riacho, no bairro Rio Verde, próximo da estrada municipal Murillo Villaça Maringoni, quando todos desapareceram. O homem e os quatro adolescentes eram esperados para um culto em uma igreja evangélica da cidade. Como nenhum deles apareceu, a mulher de Newton e mãe dos adolescentes iniciou as buscas, auxiliada por outros familiares. O carro de Newton e algumas roupas foram encontradas na beira do córrego.

Os bombeiros foram chamados e mergulhadores iniciaram as buscas. Os irmãos Natalia Gabriela dos Santos Avante, de 17 anos, e Thalysson Natan dos Santos Avante, da mesma idade, e Nataliely Mariana dos Santos Avante, de 13 anos, foram localizados primeiro. De acordo com o tenente Felipe Gavazzi, do Corpo de Bombeiros de Bauru, eles estavam agarrados um ao outro, o que pode indicar tentativa de salvamento.

Em seguida, foram achados os corpo de Luick dos Santos Claro, de 15 anos, namorado de Natalia. O corpo do pai foi o último a ser encontrado, já na manhã de segunda-feira. Newton era funcionário público municipal e bastante conhecido em Bauru. Amigos relataram que ele costumava passear com os filhos a áreas de matas e cachoeiras da região. A família já tinha ido outras vezes ao córrego onde ocorreu o acidente.

De acordo com a Defesa Civil, o ribeirão era raso, porém, foi muito afetado pelas chuvas que atingiram a região este ano. Após uma das enchentes, o leito que tinha um metro de profundidade, passou a ter quatro metros, justamente no local em que a família submergiu. Nas margens, haviam também pedras escorregadias, o que pode ter contribuído para a sequência de afogamentos. As causas da morte serão apurada pela Polícia Civil.

 

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