Falta de coleta de sangue não atrapalha, diz defesa dos Nardoni

Casal não quis ceder amostra sanguínea para exame de DNA; material da bucosa e fios de cabelo foram colhidos

Priscila Trindade, da Central de Notícias,

06 Novembro 2009 | 18h36

O advogado de defesa de Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá, Roberto Podval, afirmou que o fato de o casal se negar a fazer a coleta de sangue para um exame de DNA não atrapalha as investigações. Para Podval "o resultado é, absolutamente, o mesmo com um ou outro material", disse.

 

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O exame é para confrontar com as amostras do sangue colhidas no apartamento no dia em que Isabella Nardoni foi morta, em março de 2008. Os peritos do Instituto Médico Legal (IML) coletaram na manhã desta sexta-feira, 6, as amostras de mucosa bucal e fios de cabelo do casal. A coleta foi feita nos presídios de Tremembé, a 140 km da capital paulista.

 

Ao determinar a realização de um novo exame no sangue encontrado no apartamento do casal, o juiz Maurício Fossen, da 2ª Vara do Júri do Fórum de Santana, afirmou que "fica evidente que a comparação de 'sangue' com 'sangue' permite uma maior precisão no resultado a ser obtido. A utilização de material diverso do sangue somente teria sentido caso o sangue dos réus não pudesse ser obtido para análise, o que, a toda evidência, não é o caso dos autos."

 

Isabella, de 5 anos, morreu ao ser atirada do 6º andar do prédio em que seu pai e a madrasta moravam. Os dois estão presos.

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