Falta de auxílio da PM

PNEU FURADO NO BUTANTÃ

O Estado de S.Paulo

25 Julho 2012 | 03h03

Em 18/6, na Rua Alvarenga, no Butantã, no trecho entre a Ponte Cidade Universitária e a entrada da Cidade Universitária, o pneu do carro da minha filha furou. O local é deserto, escuro e perigoso. Sem conseguir fazer a troca, ela me ligou e fui socorrê-la. Cheguei ao local às 23h50 e, felizmente, um prestativo motoboy já havia parado para ajudá-la. Tudo acabou bem, mas eis que um mês após o ocorrido recebo uma autuação de infração por conversão irregular. Fica a questão: por que a viatura da Polícia Militar (PM) que se deu ao trabalho de me multar não se preocupou em auxiliar minha filha, que se encontrava parada, sozinha, poucas quadras adiante? Por que essa viatura não me parou? É muito fácil anotar a placa; difícil é fazer um bom trabalho. Não questiono a infração que cometi, dada a urgência da situação, mas o comportamento inadmissível da PM. JOSÉ ANTONIO FILARDO / SÃO PAULO

A Polícia Militar esclarece que não há possibilidade de contato visual entre o local da infração e o local do veículo com problemas, visto que a Ponte Cidade Universitária é em "forma de arco", o que impossibilita a visão do lado oposto. Motivo pelo qual a equipe não prestou ajuda à filha do leitor, pois não a viu. Ressalta que a policial militar que efetuou a autuação, na ocasião, deslocava-se para apoiar outra guarnição e, portanto, não podia parar para orientar o leitor.

O leitor responde: Minha filha estava a três quadras do pé da ponte. A viatura passou a dois metros de distância dela e não a viu. É aquela história: "Se fosse uma cobra..." Só me resta pagar a multa.

VILA MARIANA

Cortiço interditado

Em novembro de 2011 recorri à Coluna pedindo providências sobre um cortiço na Avenida Rodrigues Alves. A preocupação era com o risco de incêndios, por causa das instalações elétricas clandestinas, além do desrespeito à Lei do Silêncio. Na época, a Subprefeitura Vila Mariana informou que o proprietário do imóvel havia sido intimado e que, se não tomasse as providências solicitadas, ficaria sujeito à multa. Pois bem, estamos no fim de julho e nada foi feito. A única medida tomada foi instalar um portão com interfone na entrada do cortiço! Certa vez, quando entrei no local para pedir que diminuíssem o volume da música, fiquei chocada com a quantidade de pessoas "amontoadas" num local sujo, úmido, barulhento e perigoso.

C. R. / SÃO PAULO

A Subprefeitura Vila Mariana informa que se trata de moradia coletiva multifamiliar e, de fato, o local foi interditado por falta de segurança. O proprietário do imóvel foi intimado a adotar as providências cabíveis e, em razão de sua inércia, o caso foi encaminhado à autoridade policial para abertura de inquérito por desobediência. O caso também será encaminhado à Assistência Social para verificação da possibilidade de remoção das famílias que habitam o local.

A leitora relata: No fim de semana o cortiço estava silencioso, mas não notei nenhuma movimentação de obras ou mudanças no interior do local.

CAMPO BELO

Placa atrapalha pedestres

Por causa das obras na Avenida Roberto Marinho, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) fixou, de forma precária, placas de orientação que atrapalham a circulação de pedestres e causam riscos a quem passa pela região (uma placa instalada na Rua Gabrielle D'Annunzio, altura do n.º 1.300, é um exemplo). Quando estavam na região disciplinando as mudanças no trânsito, perguntei sobre tais mudanças e disseram que se tratava de uma situação provisória. O fato, entretanto, já dura meses e nada foi feito.

JAIRO FRUCHTENGARTEN

/ SÃO PAULO

A CET esclarece que vistoriou

a sinalização instalada por

ocasião das obras da Linha 17

do Metrô Monotrilho e constatou que a placa de indicação de rota

alternativa de tráfego na Rua

Gabrielle D'Annunzio está de

acordo com o que está previsto no projeto de sinalização. A placa está fixada a 2,5 metros de altura e com espaço de 2 metros de

largura, permitindo a passagem livre e segura de pedestres,

inclusive cadeirantes.

O leitor comenta: A altura e a largura da placa podem atender ao padrão, mas o poste da placa é feito de madeira que, por não ser lisa e bem acabada, solta "fiapos" e oferece perigo a quem passa. A fixação da placa também é precária, deveria ser mais bem executada. Mas, pelo visto, os moradores terão de conviver com isso.

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