Falta constante de energia

AES ELETROPAULO

O Estado de S.Paulo

05 Julho 2012 | 03h01

A Rua Joaquim Antunes, no trecho entre as Ruas dos Pinheiros e Artur de Azevedo, em Pinheiros, sofre constantes e prolongadas faltas de energia. Uma hora é o transformador, outra é o galho de árvore que chicoteia o fio. O resultado é a falta de energia que prejudica moradores e pessoas que trabalham na região. Eu, por exemplo, moro no 14.º andar e tenho problema no joelho. E para subir e descer 14 andares? E os transtornos irreparáveis para quem trabalha? Quem paga a conta por contratos perdidos, contatos não feitos, trabalhos não realizados, prazos perdidos? Em 20/6 faltou luz das 11 às 16 horas e, ao que tudo indica, a causa foi um galho de árvore. Pois bem, o galho continua lá, pois a Eletropaulo não pode cortá-lo. Quem tem de cortá-lo é a Prefeitura. Mas, como o galho está perto do fio, a Prefeitura tem de vir junto com a Eletropaulo. Será que Eletropaulo e Prefeitura vão "conversar" antes que falte luz de novo?

MÔNICA SOUTELLO / SÃO PAULO

A AES Eletropaulo informa que, de março a junho, a maioria das interrupções na rua citada ocorreu por queda de galhos e árvores na rede elétrica. Diz que está sendo elaborado um plano de manutenção preventiva na região que inclui a troca de equipamentos no circuito.

A leitora reclama: Se o problema são os galhos, basta podar duas ou três árvores para resolvê-lo. O caso é mais grave. Há falta de manutenção preventiva da rede, o que deveria ser obrigação da Eletropaulo e não exigir um "plano". A resposta tem a mesma má qualidade do serviço precário que oferece. Como acompanho o que está sendo feito para resolver o problema?

CARROS ABANDONADOS

Carcaça permanece na rua

Desde 2011 já fiz três solicitações ao SAC da Prefeitura para a retirada de uma carcaça de veículo na Rua Correia de Lemos, no Bosque da Saúde, mas, até hoje, ela permanece no local, enferrujada, sem pneus, cheia de sacos de lixo. Já escrevi à Ouvidoria da Prefeitura e nada, absolutamente nada, foi feito. O Bosque da Saúde, principalmente nas Ruas Correia de Lemos, Santo Irineu e Itaboraí, está se tornando um depósito de desova de carcaças de veículos porque nenhum órgão público toma uma providência para coibir e tentar descobrir quem desova essas carcaças nas ruas do bairro. Sou solidária à leitora sra. Rosely Borghese (ed. de 6/6, pág. C2), que é uma das que não se calam diante de tanto descaso.

ELIZABETH D'OLIVEIRA GIL

HENRIQUES / SÃO PAULO

A Subprefeitura Vila Mariana informa que os veículos abandonados estão sendo adesivados. Após o comunicado, o proprietário tem prazo de cinco dias para retirá-lo do local, sob pena de multa (R$ 12.000) e apreensão. Após apreendido, caso não haja manifestação para retirada do veículo e pagamento das multas, guincho e as diárias de estadia no pátio, o veículo ficará disponível para ir a leilão.

A leitora relata: Há carcaças abandonadas há meses e nenhuma delas apresenta adesivos. O que adianta denunciar se a Prefeitura nada faz? O bairro está se tornando um cemitério de carcaças.

CET

Multa indevida

Acabo de receber uma multa de trânsito referente a uma suposta infração grave cometida em 16/5, na Avenida Jornalista Roberto Marinho com a Rua Princesa Isabel. A multa é por deixar de indicar mudança de faixa. Embora já tenha cometido outras infrações, estou certo de ter adquirido certos hábitos de segurança, como, no caso, sinalizar com antecedência a direção a tomar. Fica a questão: o que vale mais, a minha palavra ou a do agente da CET que me autuou indevidamente? Ora, é fácil multar qualquer um dessa forma, o que reforça em São Paulo a "indústria da multa". Nego categoricamente tal infração. Vou recorrer, mas sei que não vai dar em nada e terei de arcar com os pontos na carteira e pagar a multa.

FLÁVIO LUIZ PITTA R. RODRIGUES / PINDAMONHANGABA

A CET esclarece que o condutor pode contestar a autuação interpondo recurso administrativo no Departamento de Operação do Sistema Viário (DSV). O recurso será analisado pela Junta Administrativa de Recursos de Infrações (Jari). Destaca que todos os recursos arrecadados com multas são recolhidos ao Fundo Municipal de Desenvolvimento de Trânsito, destinado a projetos de desenvolvimento do trânsito na cidade.

O leitor comenta: Vou recorrer, mas ainda persiste a dúvida se os marronzinhos têm fé pública para multar indiscriminadamente, a seu próprio julgamento, ou para aplicar outras multas unilaterais a seu próprio juízo.

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