Falhas da estátua serão diagnosticadas em laboratório

Falhas da estátua serão diagnosticadas em laboratório

Serão coletadas pelos cientistas amostras de argamassa, rochas e até de micro-organismos para detectar problemas

, O Estadao de S.Paulo

01 Abril 2010 | 00h00

Os operários que se equilibram nos andaimes para avaliar a estrutura do Cristo Redentor participam só de uma das etapas da recuperação. Para garantir que a estátua resista por mais tempo e não se desgaste tão rapidamente, amostras de argamassa, rochas e até dos micro-organismos que se alojam no monumento serão analisadas em laboratório. "Nosso objetivo é fazer com que a manutenção passe a ser baseada em um estudo científico. Assim, podemos entender exatamente como a estátua se desgasta", explica Márcia Braga.

A arquiteta comanda o trabalho de mapeamento de cada falha para identificar os trechos que precisarão ser recompostos. O próximo passo é a limpeza da superfície com vapor d"água e, em seguida, o exame laboratorial. "O acúmulo de água facilita a colonização biológica. São bactérias, algas e fungos que podem prejudicar a estrutura."

Uma análise mineralógica vai identificar o padrão de desgaste das rochas e pode ajudar a decidir se será possível aplicar uma resina para evitar corrosão. O trabalho de reconstrução de fato só começa depois disso: os operários retiram partes da estátua que ameaçam se soltar, com cerca de 20 cm de largura cada, para fixá-las novamente, substituindo as pastilhas danificadas.

Márcia estima que entre 1,5% e 2,5% das pastilhas que revestem o monumento precisam ser substituídas. "Já encomendamos as peças de Minas Gerais, mas pensamos em reduzir o pedido. Felizmente, o estado de conservação é melhor do que esperávamos." Serão gastos R$ 7 milhões na restauração da estátua e da capela que fica aos pés do monumento, patrocinados pela Vale.

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