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Faculdade investiga trote em que calouro foi amarrado em poste

VICTOR VIEIRA - O Estado de S.Paulo

13 Fevereiro 2014 | 02h 02

Alunos foram obrigados a colocar banana e pepino na boca; comissão analisa fotos e textos postados na internet

A diretoria da Faculdade Cásper apura quem são os responsáveis pelo trote que terminou com humilhações contra os calouros na segunda-feira. Durante a recepção aos novos alunos, um rapaz chegou a ser amarrado a um poste com fita adesiva na Avenida Paulista, como informou o jornal Folha de S.Paulo ontem, e outros foram obrigados a colocar bananas e pepinos na boca, em insinuações sexuais.

Segundo relatos nas redes sociais, alguns tiveram as roupas cortadas: garotos ficaram de cueca e meninas sem a blusa. O ato de prender o calouro ao poste foi comparado, também nas redes sociais, à ação de "justiceiros" que amarraram um rapaz negro a um poste na zona sul do Rio na semana passada.

O Centro Acadêmico (CA) Vladimir Herzog, da Cásper Libero, publicou nota no Facebook em repúdio aos excessos. "Sabe-se que os trotes estabelecem uma relação de poder, no qual veteranos são líderes e 'bichos' e 'bichetes' são subordinados. Devemos ter consciência, portanto, de que não é tão simples para um 'bicho' ou uma 'bichete' dizer ao veterano que não está se sentindo confortável. E isso abre margem para comportamentos que são agressivos e beiram à opressão", apontou o texto.

Uma comissão a faculdade analisa as fotos e textos que circularam nas redes sociais sobre o trote, organizado por alunos do segundo ano do curso de Publicidade. A faculdade ainda afirmou que, desde que recebeu recomendações do Ministério Público, em 2009, adota uma série de medidas para coibir trotes violentos, como atividades de conscientização com as lideranças estudantis e a comunidade acadêmica sobre o tema.

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