Expo 2010 põe Xangai no centro do mundo

Nos próximos seis meses, cidade espera receber pelo menos 70 milhões de pessoas

Cláudia Trevisan, O Estado de S.Paulo

25 Abril 2010 | 00h00

Maior aglomerado urbano da China, Xangai se transformará no sábado em um enorme centro global de reflexão e troca de experiências sobre as cidades, seus problemas e caminhos para enfrentá-los. No dia 1.º, será aberta a edição 2010 da Exposição Mundial (Expo). Com 190 países participantes e 50 organizações internacionais e empresas, será a maior da história.

Em seis meses de duração, a Expo 2010 deve atrair 70 milhões de visitantes - quase 400 mil por dia - e abrigar 20 mil atividades, entre seminários, debates e performances. E seu grande tema é Cidade Melhor, Vida Melhor.

Neste século, pela primeira vez na história da humanidade, há mais pessoas vivendo em áreas urbanas do que rurais. Segundo o Bureau International des Expositions, que desde 1928 é responsável pela regulamentação do evento, a principal pergunta que a Expo 2010 deverá responder é: "Como podemos explorar o enorme potencial das cidades para o desenvolvimento e, ao mesmo tempo, enfrentar os desafios colocados por elas?"

A questão será discutida nos pavilhões, em seminários e no fórum que encerrará o evento, em outubro, quando será aprovada a Declaração de Xangai, com resultados da troca de experiência de seis meses. O fórum será realizado no pavilhão da Organização das Nações Unidas (ONU).

Pioneira. Xangai foi o primeiro centro de um país em desenvolvimento a receber uma Exposição Mundial. Desde 2001, quando a decisão foi anunciada, o governo chinês trabalha para que seja a maior de todos os tempos.

O parque da exposição foi construído em uma área de 5,28 quilômetros quadrados, onde há 46 pavilhões ocupados por um único país - é o caso do Brasil - e pavilhões coletivos de regiões sem dinheiro para bancar sua participação, como a África. Além disso, há pavilhões temáticos, de empresas e os destinados a seminários e outras atividades.

A discussão das questões urbanas será concentrada em sete pavilhões dedicados às Melhores Práticas Urbanas, nos quais serão apresentadas experiências bem-sucedidas no mundo. O tópico também será o centro do gigantesco Pavilhão Temático, que apresentará a relação entre seres humanos e cidades.

A concorrência para atrair visitantes será acirrada: a expectativa é de que "apenas" 4 milhões dos 70 milhões aguardados sejam estrangeiros. O Brasil vai lançar mão do futebol, o elemento que os chineses associam imediatamente ao País. Na fachada do pavilhão, haverá uma enorme tela interativa na qual os visitantes poderão "jogar" futebol com celulares. A participação na Expo 2010 custou R$ 50 milhões, entre recursos públicos e privados. O pavilhão tem 2 mil metros quadrados e uma localização privilegiada: em frente ao dos Estados Unidos, o que mais desperta a curiosidade dos chineses, de acordo com pesquisa do governo local.

Multiplicação

Em dois anos, a rede de metrô em Xangai dobrou: de 210 para 420 quilômetros, a maior do mundo. Para receber a Expo, a cidade reformou um aeroporto e abriu novas vias.

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