Executivo é achado morto na Cidade Jardim

Corpo de Carlos Alberto Viviani foi encontrado em rua ao lado do shopping; [br]polícia acredita em sequestro relâmpago

Paulo Sampaio, O Estado de S.Paulo

27 Abril 2010 | 00h00

Vítima de um possível sequestro relâmpago, o executivo Carlos Alberto Viviani, de 43 anos, foi encontrado morto com três tiros no pescoço por volta das 16 horas de ontem. O corpo estava no banco do passageiro de um Toyota Corolla prata, alugado, na Rua Padre José Grecco, altura do número 26, ao lado do Shopping Cidade Jardim, na zona sul.

De acordo com a polícia, testemunhas viram o carro ser abordado por três homens em Moema, na zona sul. Carlos Alberto havia saído do escritório de seu contador quando foi rendido. Testemunhas ligaram para o 190 e comunicaram o fato.

Policiais militares perseguiram o veículo, mas os bandidos despistaram os PMs na Marginal do Pinheiros, próximo ao local onde o veículo foi achado. Uma moradora da região, ainda segundo a polícia, viu os três bandidos abandonando o carro a pé. O Toyota não estava avariado.

Viviani trabalhava para uma empresa da área médica com sede em Cingapura. Antes havia atuado para um laboratório médico na Avenida Faria Lima por 16 anos.

Por volta das 20 horas, sua mulher, Eliane Silvério Ferreira, de 34 anos, foi ao 34.º DP (Vila Sônia), onde o caso é investigado, ainda sem saber da morte do marido. Eles estavam casados havia 12 anos. Ela tinha escutado no rádio a notícia da morte de um executivo e tentou falar com o marido pelo celular, sem resposta. Os dois têm dois filhos: Beatriz, de 10 anos, e Lucas, de 3. Eliane recebeu a confirmação da morte apenas às 22 horas e teve uma crise nervosa. Os dois moravam em Perdizes, zona oeste.

A polícia não sabia se algo tinha sido roubado e qual foi o itinerário dos bandidos. Investigadores também não sabiam se o grupo parou em algum caixa eletrônico.

O executivo era natural de São Carlos. Seus pais estavam vindo do interior para a capital na noite de ontem.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.