Ex-amante confessa ter matado mulher desaparecida há 4 meses no interior de SP

Dona de casa estava desaparecida desde 9 de janeiro e corpo foi encontrado em canavial, localidade indicada pelo acusado que mantinha um relacionamento extraconjugal com a vítima

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

18 Maio 2017 | 16h22

SOROCABA – A dona de casa Vilma Maria da Costa, de 42 anos, desaparecida desde o dia 9 de janeiro, em Areiópolis, interior de São Paulo, foi assassinada pelo homem com quem mantinha um relacionamento extra-conjugal. O ex-amante dela, Oender Vicente Ferreira, de 36 anos, foi preso nesta quarta-feira, 17, depois de confessar o crime. Ele alegou ter matado a amante porque era casado e temia que sua esposa soubesse da traição, mas ela teria se negado a romper o relacionamento.

O corpo de Vilma foi encontrado parcialmente enterrado, num canavial, em local indicado pelo acusado. Os restos mortais foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) para exames, mas familiares da vítima reconheceram um sapato feminino achado no local. Vilma também era casada e mãe de dois filhos.

Ela saiu de casa de manhã para pagar uma conta numa loja de materiais para construção e, em seguida, iria para uma academia. Vilma não foi mais vista. Durante as investigações, a polícia descobriu que ela tinha um relacionamento extraconjugal com Ferreira, morador de Lençóis Paulista, cidade próxima.

Ele negava o crime, mas testemunhas contaram à polícia que, um dia antes do desaparecimento de Vilma, a mulher do suspeito tinha descoberto a traição. Ferreira acabou confessando que chamou a amante para uma conversa e pediu que dirigisse o carro até um canavial, na zona rural. Diante da negativa dela de romper a relação, ele a assassinou com golpes de faca no abdome. Em seguida, jogou o corpo numa vala. As chuvas soterraram parcialmente o cadáver.

O autor do crime foi indiciado por feminicídio, modalidade de homicídio qualificado, quando o crime é praticado contra a mulher por razões de sexo feminino, e ocultação de cadáver. Ele foi levado para a Cadeia Pública de Itatinga, mas deve ser transferido para um Centro de Detenção Provisória (CDP) da região.

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