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Estudantes paralisam tráfego de veículos entre SP e dois Estados

Chico Siqueira - O Estado de S. Paulo

06 Julho 2014 | 19h 07

Ato é protesto contra as arbitrariedades cometidas pelo governo

Estudantes do campus da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Marília fizeram protesto na manhã deste domingo, 6, paralisando o tráfego de veículos no entroncamento de três rodovias que ligam São Paulo aos estados do Mato Grosso do Sul e Paraná.

Segundo os organizadores, a manifestação foi um ato de protesto contra arbitrariedades cometidas pelo governo e foi decidido em plenária, realizada na cidade de Marília e formada pelos estudantes das três faculdades estaduais - Unesp, Universidade de São Paulo (USP) e Universidade de Campinas (Unicamp) -, que estão em greve. 

Em grupos, com faixas, cartazes e aos gritos, os estudantes, na maioria das disciplinas de humanas, se aglomeraram no meio das duas pistas, no trecho chamado de Rodovia do Contorno, que passa em frente ao campus, na zona urbana. Por volta das 7h30, eles deram início ao protesto, queimando pneus e fazendo com que a fumaça preta tomasse conta da pista e paralisasse o tráfego de veículos. 

Chamada, a Polícia Rodoviária estadual interditou o trecho no sentido Interior-Capital por segurança, pois a falta de visibilidade poderia causar um acidente. O entroncamento reúne as rodovias Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), Rachid Hayes (SP-333) e Transbrasiliana (BR-153), um trecho que é conhecido por receber grande fluxo de caminhões que transportam cargas entre os três estados, especialmente nas primeiras horas da manhã. Por conta da movimentação, os patrulheiros improvisaram um desvio pelas avenidas Higno Mussi Filho e da Saudade solucionando o problema que foi resolvido. De acordo com os patrulheiros, cerca de 50 estudantes participaram do protesto, que durou uma hora. O movimento dos estudantes informou que 100 jovens participaram do ato, que teria durado 1h30.

Em nota divulgada à tarde, os estudantes afirmam que a manifestação foi contra a opressão do governo aos movimentos sociais, pela libertação dos jovens detidos nas manifestações, entre eles Fábio Hideki; em repúdio à reintegração de posse da sala da diretoria da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp de Araraquara, que foi um "movimento legítimo ligado ao movimento estudantil estadual"; pela reintegração imediata dos 42 metroviários demitidos na greve do Metrô, "que foram demitidos numa atitude que passa por cima do direito de greve"; e contra o "extermínio sistemático das populações" de minorias étnicas, mulheres, negros, lésbicas, homossexuais e transexuais.

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