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Estrangeiros dão apoio a ato dos metroviários

Laura Maia de Castro - O Estado de S. Paulo

09 Junho 2014 | 23h 17

Pessoas de várias partes do mundo engrossaram o coro das manifestações dos funcionários do Metrô em São Paulo

SÃO PAULO - Sotaques de diferentes países podiam ser ouvidos durante a manifestação de apoio à greve dos metroviários que aconteceu na manhã desta segunda-feira, 9, no centro da cidade. O ato reuniu, além de diferentes movimentos sociais e centrais sindicais, pessoas de outras partes do mundo que vieram conferir os protestos antes e durante a Copa.

Direto do México, o fotógrafo Kano Treviño, de 27 anos, veio ao Brasil por conta própria e disse que não pretende assistir a Copa do Mundo. "Sou contra a Copa e não vou ver nenhum jogo. As pessoas deviam estar aqui vendo a realidade. Eles estão gastando muito dinheiro enquanto as necessidades básicas não estão sendo atendidas", disse Treviño. Segundo ele, o objetivo da viagem é acompanhar e fotografar os movimentos sociais e suas articulações durante o mundial.

Já o sociólogo belga Sebastian Antoime, de 27 anos, chegou ao Brasil há duas semanas e também participava do ato. Com um cartaz  que dizia, em inglês, "Solidariedade Internacional já! Somos todos funcionários do metrô",  Antoime disse que estuda os movimentos sindicais do Brasil e que já morou no País durante um ano. "Essa é uma segunda onda depois de junho. Enquanto no ano passado as manifestações eram mais populares agora elas são mais articuladas por sindicatos", afirmou. 

Ao lado dele, a síria Sara Al Suri também levava um cartaz de apoio aos metroviários e disse participar de diferentes atos há seis meses. "É muito importante que os trabalhadores se unam e que o ato seja pacífico porque eles (policiais militares) só estão esperando um deslize para poderem reprimir. O que vi hoje na Estação Ana Rosa, pode ser comparado a uma ditadura, como no meu País", afirmou Sara. 

A reportagem reencontrou na manifestação o estudante de engenharia Solem que foi entrevistado na Estação Luz no dia em que chegou ao Brasil - que era o 1°dia de greve dos metroviários, na última quinta-feira.  Com um gravador, ele colhia depoimentos de manifestantes presentes no ato. "Eu consigo entender algumas coisas. Sei que estão contra a repressão policial e a favor da luta dos trabalhadores", disse em inglês.

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