1. Usuário
Assine o Estadão
assine
  • Comentar
  • A+ A-
  • Imprimir
  • E-mail
Entrevista. Sérgio Ejzenberg

Para o engenheiro e mestre em transporte pela USP, Sérgio Ejzenberg, ciclovias não vão funcionar em dias de frio e chuva

'Estão criando uma demanda que não existe', diz especialista

- Atualizado:18 Julho 2014 | 23h 53

Carro para em cima de ciclovia inaugurada hoje na região central de São Paulo
Carro para em cima de ciclovia inaugurada hoje na região central de São Paulo

SÃO PAULO - A Prefeitura de São Paulo inaugurou nesta sexta-feira, 18, mais 2,6 km de ciclovia no centro, completando 9,8 km de vias exclusivas para bicicletas entregues pela atual gestão, que espera alcançar a marca de 200 km até dezembro e 400 km, até 2016. 

Em entrevista ao Estado, o engenheiro e mestre em transporte pela Universidade de São Paulo (USP), Sérgio Ejzenberg comenta os impactos da ampliação de ciclovias em São Paulo. 

É necessário implementar 400 quilômetros de ciclovias em São Paulo? 

Nós já estamos com impacto no comércio com as faixas exclusivas. Há prejuízo generalizado para o comércio nos bairros e agora também no centro. Estão criando uma demanda que não existe. Não vai funcionar em dias de frio e chuva, por exemplo. 

De que forma o sistema deveria ser implementado? 

Usar vias internas de bairro como rotas alternativas, onde o tráfego é menor e mais seguro. Promover ações educativas sobre como andar de bicicleta - muitos andam na contramão. Mais importante ainda é fazer a reestruturação das linhas de ônibus, para oferecer verdadeiras alternativas ao transporte. Soluções de cidades desenvolvidas que fizeram a lição de casa não servem para nós. 

Qual o impacto da redução das vagas de estacionamento? 

Vai aumentar o custo de estacionamento, o custo de vida e o congestionamento. Não estão fazendo a conta direito. O comércio precisa de vagas, não vão levar mercadoria em ônibus. 

Mais em São PauloX