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ENTREVISTA: Sérgio Ejzenberg

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'Estão criando uma demanda que não existe', diz especialista

Para o engenheiro e mestre em transporte pela USP, Sérgio Ejzenberg, ciclovias não vão funcionar em dias de frio e chuva

Luiz Fernando Toledo

18 Julho 2014 | 20h37

SÃO PAULO - A Prefeitura de São Paulo inaugurou nesta sexta-feira, 18, mais 2,6 km de ciclovia no centro, completando 9,8 km de vias exclusivas para bicicletas entregues pela atual gestão, que espera alcançar a marca de 200 km até dezembro e 400 km, até 2016. 

Em entrevista ao Estado, o engenheiro e mestre em transporte pela Universidade de São Paulo (USP), Sérgio Ejzenberg comenta os impactos da ampliação de ciclovias em São Paulo. 

É necessário implementar 400 quilômetros de ciclovias em São Paulo? 

Nós já estamos com impacto no comércio com as faixas exclusivas. Há prejuízo generalizado para o comércio nos bairros e agora também no centro. Estão criando uma demanda que não existe. Não vai funcionar em dias de frio e chuva, por exemplo. 

De que forma o sistema deveria ser implementado? 

Usar vias internas de bairro como rotas alternativas, onde o tráfego é menor e mais seguro. Promover ações educativas sobre como andar de bicicleta - muitos andam na contramão. Mais importante ainda é fazer a reestruturação das linhas de ônibus, para oferecer verdadeiras alternativas ao transporte. Soluções de cidades desenvolvidas que fizeram a lição de casa não servem para nós. 

Qual o impacto da redução das vagas de estacionamento? 

Vai aumentar o custo de estacionamento, o custo de vida e o congestionamento. Não estão fazendo a conta direito. O comércio precisa de vagas, não vão levar mercadoria em ônibus. 

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