Estado adia pela segunda vez fiscalização de motoboys

Pela segunda vez desde que as novas regras de segurança para motoboys entraram em vigor, o governo do Estado adiou o início da fiscalização.

ARTUR RODRIGUES, O Estado de S.Paulo

05 Fevereiro 2013 | 02h02

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que a largada para a autuação dos motofretistas que não seguirem as normas depende de reunião que será realizada hoje entre a categoria, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran), o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e o Conselho Nacional de Trânsito (Contran). "Não começa enquanto não terminar esse encontro", disse Alckmin.

O começo da fiscalização estava marcado para sábado, mas a Polícia Militar fez "blitze educativa", sem a multa de R$ 191,54 ou apreensão das motos. Na ocasião, os motoboys parados foram informados de que, a partir de hoje, seriam autuados se não cumprissem as exigências - entre elas, a obrigatoriedade de curso de formação e uso de colete, além da utilização, na moto, de placas vermelhas, acessórios refletivos e antena protetora.

Alckmin disse que, no Estado, 30 mil motofretistas já fizeram o curso e que foram abertas mais 20 mil vagas. "É muito pouco frente à necessidade. Nós somos um dos poucos Estados que fizeram (o curso)", disse. Ele afirmou ainda que foi aberto um crédito de R$ 6 mil no Banco do Povo para que os motoboys pudessem se adaptar às regras, comprando os equipamentos.

Há 220 mil motofretistas trabalhando na cidade de São Paulo, de acordo com a categoria. O Estado conversou com vários motoboys que, apesar de aprovarem a regulamentação da categoria, afirmam que já tentaram diversas vezes uma vaga no curso. O Sindicato dos Trabalhadores em Motofrete de São Paulo (Sindimotosp) afirma que é impossível implantar a lei agora.

Motoboys também estarão hoje em Brasília para encontro com a equipe do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência.

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