Espécie-irmã está quase em extinção nos EUA

Uma situação parecida aconteceu nos Estados Unidos e quase levou ao desaparecimento da baleia-franca do Atlântico Norte (Eubalaena glacialis). Lá, depois da redução dos estoques por causa da caça, a espécie foi afetada pela navegação e hoje restam cerca de 300 indivíduos.

GIOVANA GIRARDI, O Estado de S.Paulo

09 Junho 2013 | 02h03

Estudos realizados na costa nordeste de 1986 a 2005 mostraram que 38% das mortes de francas foram por colisões com embarcações e 12% por emaranhamento em redes de pesca - 75% dos indivíduos tinham marcas de rede no corpo.

Além disso, descobriu-se que o aumento da poluição sonora interfere na comunicação das baleias e pode estar relacionado ao estresse nos animais e à troca de habitat. De acordo com Marcos Santos, da USP, lá se notou que as baleias se afastaram 80 quilômetros da costa, situação que ele imagina que pode estar ocorrendo aqui também.

Para descobrir isso, ele está iniciando um trabalho de busca às baleias. Parte do trabalho deve ser feito em parceria com uma rede de embarcações de passeio e de pescadores, a fim de que eles fotografem e relatem os animais que venham a avistar em alto mar. Outra parte é espalhar hidrofones em pontos do litoral para pode identificar, mesmo a distância, se as baleias estão passando.

Além disso, diz Santos, deveria haver um trabalho governamental para incorporar a presença da baleia ao crescimento econômico da região. "Elas estão lá, fazem parte do cenário. Nos EUA houve várias ações para evitar as colisões. Aqui também pode ter."

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