Escolta salva família de presidente do TJ

Seis bandidos tentaram roubar carro em que estavam irmã, sobrinha e filha de 4 anos de Ivan Sartori; uma vítima foi usada como escudo

BRUNO PAES MANSOMARCELO GODOY, O Estado de S.Paulo

03 Julho 2012 | 03h00

Seis homens fortemente armados tentaram roubar o carro em que estavam a irmã, a sobrinha e a filha de 4 anos do presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), Ivan Sartori, mas foram impedidos pela escolta de seguranças. O crime foi às 20h33 do domingo na Avenida Presidente Tancredo Neves, no Sacomã, na zona sul da capital paulista.

As três estavam em um Hyundai ix35 quando foram abordadas por seis homens ao parar no semáforo. Dois deles tinham armas de fogo longas e um portava arma curta.

A escolta, com policiais à paisana em um Astra, vinha logo atrás do carro da família. Os policiais, segundo afirmaram no boletim de ocorrência, deram voz de prisão aos ladrões. Foi quando o tiroteio começou.

Um dos criminosos retirou a sobrinha de Sartori, de 27 anos, de dentro do carro e a usou como escudo. Logo em seguida, entrou no carro, abandonou a jovem, assumiu o volante e fugiu com a irmã de Sartori, de 54, e a filha, de 4, no banco de passageiros. Os outros cinco criminosos tentaram fugir a pé.

O ladrão que roubou o carro ainda subiu no canteiro central e abandonou o veículo logo depois, com o Hyundai ainda em movimento, ao perceber que a tia e a filha estavam com ele dentro do carro. A irmã de Sartori conseguiu puxar o freio de mão e evitar um acidente.

Um dos ladrões, Luiz Guilherme dos Santos Melo, de 19 anos, que estava ferido na perna, foi reconhecido por um dos policiais da escolta e acabou preso em flagrante. O suspeito mora na Saúde, na zona sul, perto do local do assalto.

Investigações. Segundo o delegado Joaquim Dias Alves, da Divisão Antissequestro, ainda não é possível afirmar se a ação foi ou não premeditada e se os ladrões sabiam que a família do presidente do TJ-SP estava dentro do carro.

Pessoas ligadas à presidência do TJ-SP dizem que a suspeita é de que o crime foi uma ação não premeditada, já que os assaltantes se surpreenderam com a escolta armada e acabaram desistindo do roubo. Se a intenção fosse sequestrar a família do presidente do TJ-SP, estariam mais preparados, segundo essas avaliações. O Estado teve acesso ao nome dos familiares do presidente do TJ-SP que foram vítimas da ação dos assaltantes, mas optou por não publicá-los, a pedido da Assessoria de Comunicação do tribunal.

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