Entre 30 distritos mais violentos, 29 estão nas periferias

Cenário: Bruno Paes Manso

O Estado de S.Paulo

26 Julho 2012 | 03h03

Os moradores das periferias de São Paulo reclamaram que estavam ocorrendo mortes suspeitas em junho, depois dos ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC). Na última semana do mês, oito pessoas conhecidas do padre Jaime Crowe, da Paróquia Santos Mártires, no Jardim Ângela, morreram assassinadas. Há duas semanas, mais de 30 organização não governamentais se reuniram na Avenida Paulista para denunciar o "extermínio da população da periferia".

Os números de homicídios por distritos da capital confirmam as denúncias. Parque Santo Antônio (29 casos), Capão Redondo (27), Jardim Herculano (23) e Parelheiros (22), todos bairros da periferia sul, estão entre os cinco primeiros com mais ocorrência de homicídios. Perus (24), na zona norte, é o terceiro. No Capão Redondo, o crescimento foi de 42% em relação ao mesmo período do ano passado. Entre os 30 primeiros distritos mais violentos da capital, 29 estão nas periferias norte, sul e leste da cidade. Exceção é a região da Sé, no centro, em 12.º lugar no ranking. Apenas 4 distritos não registram assassinatos em junho: os centrais Liberdade e Paulista, Monções, na Berrini, e Limão, zona norte.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.