Entidades de esquerda criticam ação policial

Partidos de esquerda, movimentos sociais e entidades estudantis saíram em defesa das manifestações contra o reajuste da tarifa do transporte público nas principais capitais do País e "exigiram" a libertação dos chamados "presos políticos". Os manifestos repudiam a ação da Polícia Militar de São Paulo e atacam o governador Geraldo Alckmin (PSDB).

O Estado de S.Paulo

15 Junho 2013 | 02h03

"A PM do Estado de São Paulo, controlada pelo PSDB, mantém os métodos que desenvolveu na ditadura militar, reprimindo manifestações, efetuando prisões políticas de cidadãos e estimulando tumultos, inclusive com infiltrações para desmoralizar a luta e a organização popular", diz o manifesto subscrito por 19 entidades e partidos, entre eles a União Nacional dos Estudantes (UNE), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Juventude da Central Única dos Trabalhadores, a Pastoral da Juventude, a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), a Juventude do PT de São Paulo (JPT-SP) e o PSTU.

O manifesto, que ataca o governo do Estado e poupa a Prefeitura governada pelo PT, destaca a má qualidade do transporte público na capital.

Já a nota divulgada pela liderança do PSOL na Câmara dos Deputados repudia a violência policial. "Governantes da turma do 'prende e arrebenta' não entendem que a revolta causada por ficar até seis horas em uma condução de péssima qualidade que consome um terço do salário é o motivo do apoio popular às manifestações", afirma o partido. / DAIENE CARDOSO

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