Entidade negocia também terreno em Campinas

Além da dívida acumulada de R$ 150 milhões, segundo a Procuradoria-Geral do Município, o Jockey Club tem de arcar com R$ 6 milhões de IPTU por ano - um valor que o presidente da entidade, Márcio Toledo, já classificou como "impagável".

Bruno Tavares e Rodrigo Brancatelli, O Estado de S.Paulo

21 Abril 2010 | 00h00

Ceder parte dos 620 mil metros quadrados do hipódromo seria uma maneira de equilibrar as finanças. Apesar de esbarrar em protestos de um grupo de sócios e nas determinações do tombamento histórico, o plano é um dos mais ambiciosos dos 135 anos de história do Jockey.

Onde estão cocheiras e casas, à beira da Marginal do Pinheiros, o projeto prevê uma torre comercial com 30 pavimentos de 1.850 m2; outra com 16 andares de 845 m2; edifícios de lajes comerciais com 660 salas de 42 m2; e um shopping de 3.000 m2. O projeto é assinado pelo escritório Aflalo & Gasperini.

"A Vila Hípica tem tudo para ser mais uma grande atração de São Paulo. A localização é perfeita. O empreendimento será um complexo comercial com a modernidade e a tecnologia que a maior cidade do Brasil exige", diz a propaganda do Jockey.

Na Chácara do Jockey, no Morumbi, onde hoje ocorrem shows, a ideia é construir 36 pequenos prédios de quatro andares, além de um parque e um complexo esportivo. Os terrenos do Jockey no interior também teriam mudanças. Em um terreno de 348 mil m2, o Centro de Treinamento de Campinas ganharia dois condomínios de casas com 387 unidades (de 126 m2 a 185 m2), 3 conjuntos comerciais com 3 shoppings e mais 25 torres residenciais de 8 andares.

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