Enterramento de fios deve causar transtorno, mas melhorar sistema
Enterramento de fios deve causar transtorno, mas melhorar sistema

Enterramento de fios deve causar transtorno, mas melhorar sistema

Valas que serão abertas em ruas e calçadas vão atrapalhar o trânsito de veículos e pedestres

Fabio Leite e Felipe Resk, O Estado de S.Paulo

14 Agosto 2017 | 03h00

Embora seja uma demanda antiga da cidade, o enterramento de fios na capital paulista vai causar transtornos para os paulistanos. As empresas de telecomunicação afirmam que a substituição da rede aérea pela subterrânea não deixará ninguém sem sinal de internet, mas as valas que serão abertas em ruas e calçadas vão atrapalhar o trânsito de veículos e pedestres.

“É uma cirurgia na cidade que tem de ser feita com muita calma porque não podemos interromper os serviços e criar problemas para a população. Esse tipo de perturbação será praticamente zero. Por outro lado, haverá o transtorno da obra na rua, que é inevitável”, disse João Moura, presidente da Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (Telcomp).

Como a primeira fase do projeto está focada na região central da capital, onde se concentram comércios e empresas, o início da maior parte das obras será em janeiro, depois do período de festas e de fechamento de balanço das firmas, de acordo com o presidente da Telcomp.

“São obras em regiões muitos densas, em residências, comércios, escritórios e tráfego. Não queremos prejudicar a atividade de ninguém. Por isso vamos fazer com toda cautela possível”, afirmou Moura.

Benefícios. O enterramento dos cabos de energia e telecomunicações dá mais segurança às redes, deixando-as menos expostas a intempéries como chuvas e vendavais, e acidentes. Sem falar, ainda, da vantagem estética que a medida proporciona.

Na Rua José Paulino, no Bom Retiro, famosa pelas lojas de roupa, a fiação já fica sob o solo, o que é comemorado por comerciantes. “Ficou muito bom. A manutenção é rápida e dificilmente fico sem luz”, diz a lojista Luana Pereira, de 32 anos. “É muito melhor, tanto em termos de aparência quanto de segurança.” Já o franqueador de sorvetes naturais Márcio Morgado, de 38 anos, que trabalha na Lapa, área que está fora da primeira fase do plano, torce para que o projeto chegue à sua região. “Quando os fios forem enterrados vai ficar perfeito.” 

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