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Encanamento de gás estoura e interdita pista da Marginal do Tietê

Bruno Ribeiro e Caio do Valle - O Estado de S. Paulo

23 Abril 2014 | 09h 03

Ocorrência foi por volta de 1h na altura do Terminal Rodoviário do Tietê, na zona norte

Atualizada às 20h45

SÃO PAULO - Um vazamento de gás em uma obra privada provocou a interdição da pista local da Marginal do Tietê, sentido Castelo Branco, nas imediações do Terminal Rodoviário do Tietê, da madrugada até o fim da manhã desta quarta-feira, 23. A fila de carros chegou à Via Dutra, que registrou 14 km de lentidão. Parte da pista foi liberada ainda naontem, mas uma faixa vai continuar interditada por tempo indeterminado, de acordo com a Comgás, responsável pelo duto onde houve o vazamento.

A faixa interditada só será liberada, de acordo com a companhia, depois que a tubulação atingida for reparada. Até as 21 horas de ontem, o serviço ainda não tinha sido finalizado. Depois, o trecho ainda terá de ser recapeado para, então, voltar a ser usado pelos carros.

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O vazamento aconteceu à 1h10 desta quarta. Operários que trabalhavam em uma obra de telefonia, instalando cabos de fibra ótica, fizeram uma perfuração acidental no duto de gás e notaram o vazamento.

Agentes da Comgás chegaram ao local cerca de 30 minutos depois para iniciar os reparos. A passagem de gás por aquele duto, no entanto, só pôde ser fechada por volta das 9h30.

Técnicos da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), entretanto, constataram que havia "níveis altos de concentração" de gás nas galerias de águas pluviais e de esgoto e recomendaram à Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) a interdição total da pista local.

Lentidão. O trânsito na cidade chegou a 120 km de lentidão, às 9 horas - bem acima da média para o horário, que é de 75 km.

Só na Marginal do Tietê, foram registrados 7 km de filas. Além da Rodovia Presidente Dutra, houve reflexo também na Ayrton Senna. A pista expressa da Marginal não foi fechada, mas acabou congestionada ao longo do dia.

Houve transtornos também para os pedestres que utilizam a região do terminal. Uma grande área, da rodoviária até a Ponte Cruzeiro do Sul, foi interditada e os pedestres tiveram de circular por vias laterais. Uma mulher chegou a passar mal por causa do cheiro de gás, mas não teve complicações médicas.

A Comgás informou que o abastecimento da zona norte da capital não foi comprometido pelo acidente, mas cerca de 250 imóveis localizados na região do vazamento tiveram o fornecimento de gás interrompido, de acordo com a empresa.

 

Responsabilidades. Segundo nota da CET enviada no início da noite desta quarta, a obra que provocou o acidente era um serviço privado, sob responsabilidade da Garicema Empreendimentos Imobiliários.

A empresa deveria instalar a fibra ótica para a CET como parte das exigências para obter a Certidão de Diretrizes - é praxe a companhia pedir obras públicas como medidas compensatórias a empreendimentos que serão considerados polos geradores de tráfego.

A Garicema, também segundo a CET, havia contratado outra empresa, Hencelt/ Rocha Souza, para realizar o serviço. A CET havia dito, ainda, que o mapa subterrâneo repassado pela Comgás antes de obra estava errado - informação que a empresa de gás nega. As empresas Garicema e Hencelt/Rocha Souza não foram localizadas pela reportagem para comentar a ocorrência.

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