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Embraer vai ajudar nas investigações sobre acidente no AM

Agência Estado

09 Fevereiro 2009 | 10h 30

Empresa é a fabricante do avião que caiu em um rio no sábado; 24 pessoas morreram no acidente aéreo

A Embraer deve ajudar nas investigações sobre o acidente aéreo que causou a morte de 24 pessoas em Manaus. A empresa é a fabricante da aeronave EMB-110 Bandeirante e colocou uma equipe especializada à disposição do órgão investigador do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Em comunicado, a empresa diz que lamenta profundamente o ocorrido e que acompanha com atenção a evolução dos acontecimentos.   Veja também: FAB apura excesso de peso em avião  18 vítimas de acidente eram da mesma família     Confira a lista de passageiros e tripulantes   A Aeronáutica investiga se o avião estava com sobrepeso durante a decolagem. A apuração é realizada pelo Cenipa. O turboélice poderia se manter no ar com um só motor, desde que o limite de peso não fosse excedido. A aeronave estava certificada para transportar 19 pessoas, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), e estava com 28 pessoas, incluindo dois tripulantes. Somente quatro pessoas sobreviveram, incluindo dois irmãos.   Segundo a Aeronáutica, o avião sofreu pane em um dos motores e o piloto César Grieger tentou um pouco forçado no rio, a 500 metros da pista do Aeroporto de Manacapuru, a 102 quilômetros de Manaus. Esse foi o segundo maior acidente aéreo do Amazonas. O aparelho prefixo PT-SEA, caiu por volta das 16 horas do sábado. Ele seguia de Coari para a capital amazonense.   O acidente   O avião caiu por volta das 15 horas de sábado no Rio Manacapuru, próximo da Ilha de Monte Cristo. Apenas quatro sobreviventes foram encontrados. Os demais passageiros, o piloto e o copiloto ficaram presos dentro do avião, a 5 metros de profundidade.   O voo seguiria de Coari para Manaus (a uma hora de distância) e foi fretado pela empresa Manaus Táxi Aéreo. A queda ocorreu no meio do caminho, mais precisamente na área de uma comunidade chamada Santo Antônio, logo após o piloto entrar em contato com a torre do Aeroporto de Manaus e informar que voltaria para Coari por causa da forte chuva e da pane. Neste momento, o Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo da capital amazonense (Cindacta-4) perdeu contato com a aeronave.