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Em shoppings com 'rolezinhos', movimento caiu até 25%, diz associação

Gabriela Lara e Laura Maia de Castro - O Estado de S. Paulo

22 Janeiro 2014 | 10h 21

Presidente da Alshop confirma reunião com ministros na semana que vem e diz que centros de compras vão continuar fechando as portas, se necessário

SÃO PAULO - A Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) afirmou na manhã desta quarta-feira, 22, que, desde que começou a onda de "rolezinhos", os shoppings onde os atos são realizados tiveram queda de até 25% no movimento. O presidente da entidade, Nabil Sahyoun, confirmou uma reunião com ministros em Brasília na próxima semana e disse que os centros de compras continuarão fechando as portas, se necessário.

Segundo Sahyoun, o encontro terá a participação de Gilberto Carvalho, ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, e de Marta Suplicy, ministra da Cultura, e de outros dois ministros ainda não confirmados. "Se o governo federal sugerir que todos os Estados disponibilizem áreas de lazer, como será feito em São Paulo, as expectativas desses jovens serão atendidas", afirmou em entrevista coletiva em São Paulo.

Sahyoun disse que na segunda-feira, 19, teve uma reunião com o governador paulista, Geraldo Alckmin, na qual foram discutidas medidas que serão tomadas para atender a necessidade de entretenimento e lazer dos adolescentes que participam dos "rolezinhos" em shoppings de São Paulo. Segundo ele, a ideia é que os jovens tenham outros lugares de confraternização, para que os shoppings não recebam grupos tão grandes.

"Já nos colocamos à disposição das autoridades para ajudar a organizar esses eventos, que podem incluir shows", disse Sahyoun, sem descartar a possibilidade de patrocínio por parte de parceiros da Alshop.

Sahyoun defende ainda que, mesmo com os prejuízos causados pelos "rolezinhos", os shoppings fechem as portas quando houver convocação para novos movimentos nas redes sociais. Ele também disse que as manifestações do ano passado trouxeram muito mais prejuízo para o varejo do que os rolezinhos.

Segurança. O presidente da Alshop negou que haja segregação por parte dos shoppings, afirmando que os jovens de todas as classes sociais são bem-vindos nesses locais, desde que não estejam "em bando".

Segundo Sahyoun, a chegada de milhares de pessoas ao mesmo tempo nos centros comerciais compromete de forma significativa a segurança desses estabelecimentos. "Se ocorre uma correria e um incidente mais sério, o shopping será processado porque não proporcionou segurança aos consumidores. Temos que preservar a tranquilidade", disse. "Shopping não é lugar para baile funk."