Em Brasília, consumo só mudou de lugar

Brasília assiste ao primeiro movimento migratório da cracolândia local. Diante do aumento do policiamento, o principal ponto de consumo da droga, instalado a poucos quilômetros da Esplanada dos Ministérios, foi empurrado para uma área próxima, mas menos evidente para turistas, políticos e servidores públicos que circulam pela região. Para usuários e traficantes, apenas o endereço mudou: dos arredores da antiga Rodoviária para o Centro Comercial Sul.

LÍGIA FORMENTI / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

11 Dezembro 2011 | 03h03

O maior movimento se dá no horário comercial. Ao contrário do que ocorria no ponto original, quando o consumo acontecia em bancos de praças e até pontos construídos para motoristas de táxi, dependentes se abrigam em jardins. À noite, a venda e o uso da droga dão lugar à prostituição. Centros de crack também são encontrados em cidades-satélites, como Ceilândia e Taguatinga, locais onde a violência também é acentuada.

Apreensões. O uso de crack na cidade explodiu ao longo dos últimos quatro anos. A escalada fica evidente ao se analisar as apreensões da droga feitas durante operações policiais. Em 2007, foram 500 gramas da droga. Em 2008, 4,3 quilos. Somente no primeiro semestre deste ano, foram 35 quilos, o dobro do que foi encontrado durante o mesmo período do ano passado.

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