''É um risco ficar deitado na rua''

ENTREVISTA

, O Estado de S.Paulo

14 Abril 2010 | 00h00

Edson Ortega

SECRETÁRIO DE SEGURANÇA URBANA DA PREFEITURA DE SÃO PAULO

O secretário de Segurança Urbana, Edson Ortega, admite que é difícil trabalhar com moradores de rua. "Tem muita gente com problemas mentais e de drogas." Mas reclama das denúncias pontuais. "Quando problemas ocorrem, têm de saber hora e lugar. Não pode generalizar, dizer que a GCM toma documentos. Há treinamentos para que isso não aconteça."

Como está sendo feito o trabalho com moradores de rua?

Colocamos na lei da GCM em 2009 que a guarda deveria atuar na proteção de pessoas em situação de risco. Não é morador de rua. Mas pessoas que vivem em risco social e em áreas de risco. Publicamos agora a regulamentação do programa. De um lado, tem a assistência social, com seus agentes que atuam nas ruas. De outro, tem a guarda, no trabalho de proteção em algumas regiões da cidade. No gabinete, definimos quais são os perímetros prioritários ou de maior risco.

Quais são esses locais?

O centro velho e o novo fazem parte do perímetro. Grandes avenidas também. Praça da Sé, República, a Galeria Olido, do Patriarca, Vale do Anhangabaú, Avenida 23 de Maio. Praças onde existe um número grande de transeuntes. É um risco ficar deitado na rua, chegar um louco e ameaçar essa pessoa.

Deixar a situação mais incômoda tende a estimular as pessoas a saírem da rua?

Tende. Mas não estamos inventando a roda. Os países mais desenvolvidos seguiram essa linha. Os moradores de rua hoje estão indo mais para atendimento social. Veja na tenda o quanto cresceu o total de pessoas que está indo tomar banho. A Smads teve de dobrar o convênio, porque mais do que dobrou a demanda por banho. A Guarda não permitindo que o pessoal acampe na Praça da sé, não use os jardins como banheiro, tem tido bons resultados.

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