Reprodução Facebook/Arquivo familiar
Reprodução Facebook/Arquivo familiar

Dono de revólver é interrogado em caso de morte de criança no réveillon

Homem foi conduzido à delegacia no começo da noite desta terça; criança de 5 anos foi atingido por bala durante a queima de fogos

Felipe Resk, Bruno Ribeiro e Fábio de Castro, O Estado de S. Paulo

02 Janeiro 2018 | 21h42
Atualizado 04 Janeiro 2018 | 16h09

SÃO PAULO - A polícia deteve um homem suspeito de envolvimento com a morte de uma criança durante os festejos de réveillon, na madrugada desta segunda-feira, 1º. Arthur Aparecido Bencid Silva, de 5 anos, foi ferido com um tiro na cabeça e morreu após ser encaminhada ao hospital. Nesta terça-feira, 2, a polícia disse ter detido um homem, cuja identidade não foi revelada, que portava uma arma calibre 38 e que admitiu ter realizado disparos para o alto durante a virada do ano. Uma das hipóteses investigadas é que a bala perdida que matou a criança tenha partido de um comportamento como o do suspeito.

O homem foi levado para prestar depoimento no 89.º Distrito Policial (Morumbi), que investiga o caso. Os investigadores chegaram ao suspeito a partir de interceptações telefônicas que monitoravam pessoas ligadas a outros crimes. A gravação sugeria que ele teria efetuado disparos na rua onde o menino morreu, na Vila Sônia. O suspeito, porém, admite ter efetuado seis disparos no Jardim das Imbuias, em Parelheiros, em comemoração ao réveillon, mas não na região onde a morte foi registrada.

A suspeita levou a polícia a vasculhar o carro do homem, onde foi encontrado um revólver calibre 38. O projétil que atingiu o garoto é do mesmo calibre e agora deverá ser realizado um exame de balística para verificar se a bala partiu realmente da arma do suspeito. Até o resultado do exame, a polícia espera mantê-lo detido por força de prisão temporária, medida requisitada à Justiça. Se o exame for negativo, ele deve ser liberado.

Nesta quarta-feira, 3, a polícia ouvirá os pais da vítima, além de outras pessoas que estavam na festa no momento da morte.  O garoto brincava com bolinhas de sabão com uma prima na hora da virada. Segundo sua família, o menino arregalou os olhos e caiu para trás. Inicialmente, segundo informou o pai, acharam que ele havia tido um mal súbido e, ao cair, ferido a cabeça. Só no hospital constataram a existência de uma bala em seu crânio.

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