D.O.M. sobe e já é o 18º na lista da 'Restaurant'

Comandado pelo chef Alex Atala, restaurante dos Jardins é o único da América do Sul a figurar no ranking dos 50 melhores

Luiz Horta, O Estado de S.Paulo

27 Abril 2010 | 00h00

  O restaurante D.O.M., de Alex Atala, é o 18.º melhor do mundo, segundo a revista inglesa Restaurant, que todo ano divulga os 50 melhores. A lista de 2010 foi anunciada ontem em Londres. A casa de Alex Atala subiu seis posições em relação a 2009 e é a única da América do Sul na relação.

A publicação começou a fazer a seleção dos 50 melhores restaurantes do mundo em 2002. Virou um hit. A espera pelos resultados é como aguardar o Oscar. Os votos são de críticos e especialistas regionais espalhados pelo mundo e há grande repercussão e polêmica no anúncio dos resultados.

Por telefone, Atala disse que estava muito nervoso, pois seu convite demorara a chegar. Os chefs são convidados a ir a Londres, mas só ficam sabendo em que posição estão no momento da festa. Para ele, estar na lista já é uma alegria. "E subir de posição é melhor ainda. Trabalhar com ingredientes brasileiros é um sonho possível. E nesta lista tem espaço para outros restaurantes da região. Temos muito que mostrar." O D.O.M. fica na Rua Barão de Capanema, 549, nos Jardins.

Nos anos anteriores, o El Bulli, de Ferran Adrià, e o Fat Duck, de Heston Blumenthal, alternavam na primeira posição, com ligeiro predomínio do catalão. Na lista de 2010 veio a surpresa: o pequeno e relativamente novo Noma, de Copenhague, subiu ao n.º 1, fazendo do chef René Redzepi a mais fulgurante estrela ascendente que se tem notícia.

A capital dinamarquesa, antes nada notável pela comida, virou centro de peregrinação de gourmets internacionais. O trabalho de Redzepi não é isolado, entra no movimento da cozinha New Nordic, que publicou manifesto anos atrás, pregando o uso do vasto e desconhecido repertório de produtos locais, como cogumelos e peixes.

Outro representante da nova onda da cozinha escandinava aparece na lista: Mathias Dalgren do restaurante homônimo de Estocolmo, que subiu da posição 50 para 25, notável avanço.

O chef mais famoso do mundo, Adrià, que anunciou o fechamento do seu restaurante no ano que vem, não viu sua posição como queda (passou de n.º 1 para 2). "O importante é termos quatro restaurantes espanhóis entre os dez primeiros, Arzak, os irmãos Roca, Andoni e eu."

As maiores quedas foram o French Laundry, de Thomas Keller (cujo Per Se de Nova York ocupa a 10.ª posição), que caiu 20 posições, e o londrino St John, de Fergus Henderson, tombo de 29 degraus, agora o 43.º.

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