DNA e celular fazem motoboy ser preso por morte de cunhada

Estudante de 19 anos foi morta em setembro dentro de sua casa, na zona leste de SP; acusado nega ter cometido crime

O Estado de S.Paulo

14 Dezembro 2011 | 03h04

O Ministério Público Estadual (MPE) denunciou à Justiça anteontem o motoboy Sandro Dota, de 40 anos, acusado de ter assassinado a universitária Bianca Ribeiro Consoli, de 19, na casa dela no bairro Parque São Rafael, zona leste de São Paulo. Dota foi preso preventivamente no fim da tarde a pedido do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil, que investigava o crime havia exatos três meses. Segundo a polícia, Dota mudou de endereço duas vezes durante a apuração do assassinato - o que justifica mantê-lo sob custódia.

O corpo da estudante, que era cunhada do motoboy, foi encontrado dentro de casa com sinais de estrangulamento. O pescoço tinha arranhões e manchas roxas. Na boca havia uma sacola plástica, usada para asfixiá-la. Outras similares foram encontradas na casa de Dota.

A acusação formal é de homicídio triplamente qualificado (motivo fútil, uso de meio cruel - asfixia - e dissimulação por conhecer a vítima). Promotores basearam-se nas investigações do DHPP, em relatos de testemunhas e em laudos periciais. Havia pele humana sob as unhas de Bianca, sinal de que ela teria lutado com o assassino. Dota estava ferido. A calça do acusado também tinha manchas de sangue, dele mesmo. Exames de DNA confrontaram o material genético encontrado e o resultado foi positivo.

Para o diretor do DHPP, Jorge Carrasco, o caso está encerrado: "Não tenho dúvida de que o autor do homicídio é Sandro. Todo o álibi dele, de que não estava no local do crime, de que se machucou quando foi ver uma obra, caiu por terra. Tudo é mentira. Foi em uma luta corporal com a vítima".

A polícia rastreou uma ligação de telefone celular feita por Dota e os dados indicam que ele estava no local do assassinato. O ferimento na perna de Dota tem a mesma altura (40 cm) dos degraus da casa de Bianca.

A família desconfiava do envolvimento de Dota. Ele teria sido visto perto da casa de Bianca no dia do crime. Dota nega ter matado a cunhada. A reportagem não consegui contato com a defesa.

Durante a investigação, o DHPP interrogou várias pessoas que conheciam Bianca, pois havia a suspeita de que o assassino era alguém próximo da vítima. Entre os interrogados estavam o padrasto, o cunhado e o ex-namorado da universitária André Neres Maciel, de 21 anos. O rapaz morreu em um acidente 19 dias depois do assassinato. Ainda não se sabe o motivo do crime. / FELIPE FRAZÃO

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