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DJ com tatuagens com alusões ao nazismo toca na Parada Gay de SP e gera polêmica

Direção de desfile LGBT de Santo André cancelou a participação do artista no evento, marcado para o próximo dia 23

Artur Rodrigues,

04 Junho 2013 | 13h13

Um DJ com tatuagens que fazem alusão ao nazismo e fascismo tocou na Parada Gay de São Paulo e teve sua participação cancelada na edição do evento de Santo André, no ABC, no próximo dia 23. 

A assessoria de Enrico Tank afirma que ele tem longo histórico como DJ de casas voltadas ao público homossexual e que as tatuagens foram feitas porque ele é "apaixonado por história de guerra". Parte das tatuagens, segundo a assessoria, é antiga e foi coberta por outras imagens. 

Nas fotos, divulgadas pelo grupo anti-intolerância Rash-SP, Tank tem uma tatuagem do ditador fascista italiano, Benito Mussolini, e o número 88, representação da oitava letra do alfabeto, usado para simbolizar a saudação nazista "Heil Hitler". Também há símbolos usados pela organização racista white power e a imagem da bandeira confederada americana (adotada por grupos rascistas). 

A direção da parada de Santo André encaminhou o caso para a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) e para a Secretaria da Justiça. "O material de divulgação dele também foi retirado do nosso site", disse Marcelo Gil, da ONG ABCD'S (Ação Brotar pela Cidadania e Diversidade Sexual), que organiza a parada. A assessoria da parada de São Paulo ficou sabendo do assunto pela reportagem e ainda não se posicionou. 

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