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Dilma quer evitar o uso de armas letais em atos de rua

João Domingos - O Estado de S.Paulo

28 Janeiro 2014 | 02h 06

Presidente orientou o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) a firmar protocolo de intenções com as PMs contra a repressão violenta

BRASÍLIA - O registro no fim de semana de atos de vandalismo e repressão da polícia em protestos contra a realização da Copa do Mundo, quatro meses e meio antes do início do torneio mundial de futebol, levou o governo federal a acelerar convênios e parcerias com os governos estaduais, visando ao aumento da segurança nas ruas. Além disso, a ideia e orientar as polícias para evitar confrontos letais.

De acordo com o Ministério da Justiça, a Secretaria de Segurança para Grandes Eventos, criada especialmente para a Copa, acabou de fechar convênios de atuação com todos os 12 Estados-sede da Copa e já está trabalhando nas ruas. Um plano estratégico de atuação da Polícia Federal, Forças Armadas e Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foi entregue à presidente Dilma Rousseff, que pretende convocar uma reunião sobre a segurança da Copa quando retornar de Cuba.

Segundo os ministérios envolvidos na segurança do evento, há hoje uma preocupação em evitar que as PMs usem armas letais na repressão às manifestações. A presidente Dilma Rousseff orientou o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) a firmar um protocolo de intenções com as PMs, de forma a evitar a repressão violenta.

Os ministérios da Justiça, Defesa e Esporte, além do Gabinete de Segurança Institucional, informaram que estão aguardando o chamado da presidente para dar maiores informações sobre o plano estratégico para atuação nas ruas, nos aeroportos e nas fronteiras antes e durante a Copa. Dentro dos estádios de futebol a própria Fifa terá um corpo particular de segurança. Do lado de fora das arenas, a Polícia Militar de cada Estado-sede da Copa fará o patrulhamento. A ideia é conter o vandalismo com ações de inteligência, sem que seja usada violência por parte das PMs.

A preocupação do governo a respeito de ações violentas das polícia na repressão aos protestos tem por base a ação da PM de São Paulo, em junho, durante as manifestações de rua do ano passado. No entender do governo, a truculência da PM fez jovens marcarem atos para todo o Brasil. O Planalto acredita que para cada ação truculenta haverá um aumento dos protestos.

Exército e Abin. Da parte da Defesa, a ideia também é atender todos os Estados que pedirem reforço das Forças Armadas. Na quinta-feira houve uma reunião entre representantes dos Ministérios da Justiça, da Defesa e da Segurança Institucional, ao qual está submetida a agência de inteligência (Abin). Independentemente do pedido dos governadores, a Abin vai infiltrar agentes entre os manifestantes, na tentativa de identificar os que aproveitam os protestos pacíficos para criar tumultos ou praticar assaltos.

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