DILMA FAZ ALERTA A AGRESSORES

Presidente destaca crimes contra mulheres

TÂNIA MONTEIRO , RAFAEL MORAES MOURA , BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

09 Março 2013 | 02h07

Em pronunciamento oficial em cadeia de rádio e televisão, na comemoração do Dia Internacional da Mulher, a presidente Dilma Rousseff deu um recado ontem aos homens que "insistem em agredir suas mulheres". "Se vocês agem assim por falta de respeito, ou por falta de temor, não esqueçam jamais que a maior autoridade deste País é uma mulher, uma mulher que não tem medo de enfrentar os injustos nem a injustiça, estejam onde estiverem", advertiu a presidente.

O tema violência contra mulher encerrou o pronunciamento de 11 minutos, no qual Dilma anunciou a desoneração da cesta básica. A presidente avisou que o governo vai "intensificar o combate aos crimes monstruosos do tráfico sexual e da violência doméstica". "A violência doméstica tem de ser varrida dos nossos lares e do nosso território", desabafou, lembrando que o País "já possui instrumentos poderosos" para combater isso, como a Lei Maria da Penha, que Dilma classificou como "uma das melhores do mundo".

Em seguida, pediu "maior compromisso e maior participação de todos". Ela encerrou a fala, fazendo "um especial apelo" e "um alerta àqueles homens que, a despeito de tudo, ainda insistem em agredir suas mulheres".

Segundo Dilma, "se é por falta de amor e compaixão que vocês agem assim, peço que pensem no amor, no sacrifício e na dedicação que receberam das queridas mães". Em seguida, emendou, ressaltando que o País é governado por uma mulher.

No mesmo pronunciamento, Dilma prometeu instalar, em cada Estado, um moderno centro de atendimento integral à mulher. Esse centro, explicou, oferecerá um setor de prevenção e atenção contra a violência doméstica, e outro, de apoio à mulher empreendedora, com ferramentas de estímulo ao pequeno negócio, como o microcrédito e a capacitação profissional.

A presidente Dilma observou que, neste dia, dedicado mundialmente às mulheres, "um governo comandado por uma mulher tem mais que obrigação de lutar pela igualdade de gênero, pela defesa intransigente dos mesmo direitos para homens e mulheres". Para ela, aliás, deve ser a disposição de qualquer governo. "Não se trata apenas de uma questão ética ou humanística. Trata-se de uma questão eminentemente estratégica", disse a presidente, acrescentando que, "a desigualdade de gênero não é apenas socialmente maléfica, como economicamente destrutiva".

'Nunca antes'. Ao fim, Dilma salientou que seu governo possui "o maior volume de políticas públicas em favor da mulher em nossa história". "E vamos fazer muito mais."

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