Deu a louca nos generais!

Numa série de entrevistas exibidas pelo canal Globo News, o repórter Geneton Moraes Neto abriu esta semana as portas do sarcófago dos generais de pijama. Documento jornalístico à parte, a ideia de contar a história da ditadura a partir das lembranças de militares inteiramente gagás tem tudo para render uma comédia capaz de bater a bilheteria de Chico Xavier no cinema.

Tutty Vasques, O Estado de S.Paulo

08 Abril 2010 | 00h00

A passagem em que o velho general Newton Cruz interpreta na TV seu encontro com manifestantes de rua - "Que povo unido o quê! Pra cima de mim? Que história é essa? Vocês estão presos!" - é de rolar de rir!

Nini, como era chamado na caserna, sempre foi caricato. A grande revelação, no gênero, é o general Leônidas Pires Gonçalves, que, no papo com Geneton, rebaixou os exilados à patente de "foragidos". Pois se "não houve um decreto para exilar ninguém..." Como diria o outro, "que exilados o quê! Pra cima de mim?!"

Sei lá se é a idade deles que transforma a truculência do discurso em arroubo senil inofensivo, mas já é tempo de se fazer piada com os anos de chumbo. Se já fizeram comédias até com campo de concentração...

Basta!

"Cadeia para o Ministério Público!"

Paulo Maluf

Decisão apartidária

Gilberto Kassab teve bons motivos pra não colocar seu know-how com enchentes à disposição do prefeito do Rio, Eduardo Paes. Já pensou se ele aceita?

Tolerância zero

O senador Tasso Jereissati está quase tranquilo! A troca de farpas de terça-feira no Congresso com o chanceler Celso Amorim não foi das melhores, mas deu uma aliviada na necessidade de bate-boca do senador.

Há controvérsias

Oposição denuncia: Dilma Rousseff chegou com 25 anos de atraso ao enterro de Tancredo Neves. Para o eleitor do Lula, entretanto, a candidata do PT foi a São João Del Rey reinaugurar o túmulo do ex-presidente.

Fogo amigo

É grande a expectativa sobre o discurso que FHC fará no lançamento da candidatura José Serra à Presidência, no sábado, em Brasília. Os tucanos, em especial, morrem de medo sempre que o ex-presidente resolve falar.

Rasgação de seda

Não me canso de falar: que coisa bacana é o Profissão Repórter, do Caco Barcellos e sua jovem equipe! O programa no Haiti, exibido na noite de terça-feira, deixou no ar uma pergunta: por que o jornalismo da Globo não tem aquele grau de pessoalidade do repórter com a notícia?

Mal comparando

Entreouvido num ponto de ônibus alagado no Rio: "Dá para confiar num governador que chora a perda dos royalties e não derrama uma lágrima diante de uma tragédia

dessas, caramba?!"

Menos mal

De alguém que acompanhou a tragédia no Rio com narração de José Luiz Datena, na Band: "Ele foi pior no Desfile das Campeãs!"

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