Destroços viram ponto turístico

Pessoas tiravam fotos de marca do vandalismo

Caio do Valle, O Estado de S.Paulo

20 Junho 2013 | 02h02

Os destroços da cabine da Polícia Militar na Rua Líbero Badaró, incendiada depois dos protestos pela redução das tarifas na terça-feira, tornou-se atração para muitos paulistanos que passavam ontem pela região central. Na hora do almoço, dezenas de pessoas paravam para tirar fotos do que restou do equipamento.

As universitárias Luiza Bronzatto e Tatiane Carvalho, ambas de 22 anos, entraram na guarita, em meio a cacos de vidro e plástico queimado, para serem retratadas. "Queremos postar no Facebook e mostrar que somos a favor dessa revolução", disse Luiza. O assistente financeiro Eduardo Santos, de 23, aproveitou a hora de almoço para registrar a ruína com o celular. "O que aconteceu é histórico, vai ser lembrado e, no futuro, virar feriado."

O subprefeito da Sé, Marcos Barreto, afirmou que 29 estabelecimentos comerciais foram depredados. Os principais pontos de vandalismo foram as Ruas Direita, São Bento e 15 de Novembro. Dois prédios tombados pelo patrimônio histórico tiveram as fachadas pichadas: a sede da Prefeitura, no Viaduto do Chá, e o Teatro Municipal, na Praça Ramos de Azevedo. Além disso, vidros foram quebrados e portas, danificadas na entrada do edifício onde fica o Poder Executivo.

Barreto afirmou que 189 lixeiras de plástico fixadas em postes foram arrebentadas. O pórtico projetado pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha na Praça do Patriarca também sofreu pichações. "É difícil estimar o custo (prejuízo)", disse o subprefeito, acrescentando que a Prefeitura não pode ser responsabilizada. Por isso, não deve arcar com a reparação dos imóveis privados atingidos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.