Descaso com deficientes

Em muitas ocasiões presenciei a má vontade de motoristas de ônibus contra deficientes visuais. Não sei se falta orientação da empresa ou se é mesmo falta de humanidade. Há ainda falta de colaboração, descaso ou ignorância em ajudá-los a descer em seus pontos de destino. Esse descaso também se estende aos idosos. Enfim, tratam dessa maneira todos aqueles que usam o Bilhete Único Especial. Meu filho é cego e sempre relata que muitos motoristas não param para deixá-lo embarcar ou não o ajudam a descer no ponto de destino. Seria tão bom se houvesse um aviso sonoro, como no Metrô, para identificar as paradas! Os motoristas dirigem como se estivessem numa pista de corrida, jogando os passageiros para todos os lados em seus arranques e freadas bruscas. Enviei uma reclamação à SPTrans, pois um dos motoristas da Linha 695 J10-Metrô Santa Cruz não atendeu ao meu sinal de parada quando percebeu que eu estava acompanhada de dois deficientes visuais (meu filho e sua namorada). Em outra situação os dois tiveram de usar outra linha, que não ia ao destino desejado, porque os motoristas dessa linha também os ignoraram. Peço explicações por esse comportamento maldoso.

, O Estado de S.Paulo

10 Abril 2010 | 00h00

SILVIA GERACI / SÃO PAULO

A SPTrans não respondeu.

A leitora comenta: A SPTrans entrou em contato com meu filho, por telefone, e prometeu verificar o ocorrido. Aliás, desde a queixa que eu fiz, já vi outro descaso. Uma idosa foi ignorada pelo motorista do ônibus. Infelizmente, estava dirigindo e não consegui anotar a placa.

FROTA PAULISTANA

Ônibus com problemas

Sábado, 13/3, às 8h40, na Marginal do Pinheiros, em frente à Estação Vila Olímpia /CPTM, houve um princípio de incêndio no ônibus Terminal Capelinha, com destino à Praça da Bandeira. As pessoas saíram do ônibus na base do "salve-se quem puder". Isso demonstra como anda a manutenção do transporte público paulistano!

DEVANIR AMÂNCIO / SÃO PAULO

Marco Siqueira, da Assessoria de Comunicação Social da SPTrans, esclarece que os veículos que compõem a frota do sistema municipal são vistoriados periodicamente em inspeções que verificam diversos itens. Explica que um ônibus fora das especificações só pode voltar a rodar depois de o consórcio responsável sanar

os problemas. Diz ainda que a

Empresa Controlar também vistoria a frota desde 2008. A SPTrans cobrou esclarecimentos do consórcio responsável sobre o o incêndio mencionado pelo leitor, porém, não houve registro naquela data desse tipo de ocorrência. Esclarece ainda que a empresa

de ônibus está ciente de que

ocorrências como a descrita pelo

sr. Amâncio precisam ser

comunicadas à SPTrans.

CONTROLAR

Má impressão

Em 2009, fiz a inspeção veicular do carro de minha mulher e guardei o certificado de aprovação com os documentos de porte obrigatório do veículo. Este ano percebi que o texto do documento desaparecera. Provavelmente por causa da má qualidade da impressão. Segundo a Secretaria do Verde e Meio Ambiente (SVMA) e a Controlar, terei de fazer uma solicitação, anexar vários documentos e pagar uma taxa para obter a segunda via. Não tenho culpa se a qualidade da impressão é ruim, como também o serviço de inspeção veicular - que é feito em 4 minutos e custa mais de R$ 50!

PEDRO GARDESANI JUNIOR

/ SÃO PAULO

A Controlar não respondeu.

O leitor comenta: Não entraram em contato comigo. Fiz a mesma queixa para uma revista e soube que a Controlar alega que informa, na entrega do documento, que ele não pode ser colocado em contato com plástico, entre outros cuidados. Mas esse procedimento só foi adotado neste ano. O mais incrível é que a Controlar não saiba da obrigatoriedade de mostrar esse documento às autoridades, quando solicitado, e que muitos o colocam em carteiras plásticas, normalmente fornecidas por despachantes. Um bom exemplo de material resistente é o do documento do licenciamento, que resiste durante vários anos mesmo guardado em carteiras de plástico!

Fique atento: Bancos não podem cobrar multa de contas vencidas no dia em que a cidade está em estado de calamidade pública, como, por exemplo, cidades atingidas pelas chuvas. Se isso ocorrer, o cidadão pode entrar na Justiça com a justificativa do evento de força maior que o impossibilitou de pagar a dívida. Fonte: Isabella Menta Braga, advogada especialista em Direito Civil.

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