Deprimido, Chorão tinha surtos cada vez mais frequentes

Deprimido, Chorão vinha alternando quadros de profunda tristeza e outros em que tinha leve melhora. "Havia momentos em que estava melhor, depois pior. Acredito que ele chegou a um limite e não percebeu", disse ontem a jornalista Sonia Abrão, prima do vocalista e compositor.

O Estado de S.Paulo

07 Março 2013 | 02h01

"Ele não conseguia se recuperar do fim do casamento. Segundo seu irmão, nesses últimos dias, estava muito deprimido. Mas não acho que ele tenha colocado um ponto final à vida, não de forma premeditada."

De acordo com a polícia, Chorão vinha sofrendo surtos frequentes e se envolvia em confusão por hotéis que passava - foram cinco em pouco mais de uma semana. "Testemunhas e parentes contam que ele passava por um problema emocional muito grande. Acontecia de cismar que estava sendo filmado e perseguido, por exemplo. Então, chegava ao apartamento (do hotel) e quebrava tudo", disse o delegado Itagiba Antonio Vieira Franco, responsável pela investigação.

A polícia acredita que depoimentos de pessoas próximas a Chorão podem ajudar a esclarecer as circunstâncias da morte. "Vamos ouvir todos os familiares e os integrantes da banda para verificar se trazem subsídios que possam fortalecer nossa desconfiança inicial de que não se trata de homicídio nem, provavelmente, de suicídio", afirmou Vieira Franco.

A hipótese de suicídio foi praticamente descartada pela investigação policial porque, apesar de Chorão apresentar um quadro depressivo, ele tinha muitos compromissos profissionais agendados. "Tinha uma viagem prevista para Nova York."

Pai de um jovem de 23 anos, Chorão faria 43 no dia 9 do mês que vem. / W.C. e LUCAS FRANCOIO

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