Defesa quer retirar áudio do inquérito

O erro em um trecho da transcrição telefônica feita pela polícia vai fazer com que a defesa da médica Virgínia de Souza peça a retirada do áudio do inquérito. No documento, a palavra "raciocinar" da frase "nós estamos com a cabeça bem tranquila pra raciocinar", dita por ela, foi transcrita como "assassinar". "Isso iniciou a demonização dela e fere a lei", disse o advogado da médica, Elias Assad. "Ficou demonstrada imperícia. Também quero saber a especialização dessas pessoas que acompanham o inquérito."

O Estado de S.Paulo

02 Março 2013 | 02h01

Além disso, diz Assad, há erros de interpretação. "O tom em que ela cita ser o 'trampolim para o céu' é feito de forma piedosa. Eu também posso afirmar que sou o trampolim da prisão para a liberdade, pois sou advogado. Há erros de interpretações e ficarão provados."

Ontem, Assad mostrou as fichas médicas de cinco pacientes que morreram no hospital (Ivo Spitzner, Paulo José da Silva, Pedro Henrique Nascimento, André Luis Faustino e Luiz Antônio Propst). O objetivo, segundo ele, é pedir um parecer de médicos intensivistas sobre os prontuários. /J.C.L.

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