'De repente, senti a pontada na cabeça'

Em 15 de fevereiro, a vendedora Deusa Machado dos Santos, de 36 anos, foi atingida por um pedaço da marquise do imóvel que desabou anteontem. Ela diz que a obra não tinha nenhuma proteção.

Entrevista com

O Estado de S.Paulo

02 Março 2013 | 02h04

Como foi o acidente? Estava andando pela calçada, indo para casa. Eram 18h. De repente, senti uma pontada na cabeça. Quando percebi, estava cheia de poeira. Até então, não tinha notado que um pedaço do prédio tinha caído em mim. Passei a mão na cabeça para tirar a poeira e ela ficou cheia de sangue.

Os operários te socorreram?

Imagina... Ninguém saiu do prédio para ver o que tinha acontecido. O pessoal que passava na rua ligou para o resgate. Demorou um pouquinho para chegar. O sangue não parava de sair. Estava até meio fraca. Quando cheguei ao hospital, levei dez pontos. Ainda bem que não teve nenhum outro problema. Mas fiquei uns dias afastada do trabalho.

Como estava a obra? Dava para ver que tinha um buraco bem grande, igual ao que vi na TV ontem. E não tinha proteção nenhuma para pedestre nem tapume nem aquelas placas que bloqueiam a calçada. Depois do acidente, vi que eles colocaram uma proteção.

Alguém da empresa entrou em contato com você? Não. Nem ligaram para saber como eu estava.

Quando soube que o prédio que desabou era o mesmo de seu acidente? Estava assistindo ao noticiário da TV quando ouvi o que aconteceu. Na hora, revivi tudo o que tinha passado no dia 15. Fui até o prédio ver como estava. Foi muito triste ver aquilo. / T.D.

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