De olho no futuro, jovens planejam aposentadoria

De olho no futuro, jovens planejam aposentadoria

Especialistas apostam que hoje há 32 milhões de brasileiros com potencial para planejar uma boa aposentadoria. São jovens das classes A e B, com emprego formal. Moram em grandes cidades do Sul e do Sudeste. São o público-alvo principal das empresas de previdência privada.

Edison Veiga, Filipe Vilicic e Vitor Hugo Brandalise, O Estadao de S.Paulo

04 Abril 2010 | 00h00

"Se você começa a investir nisso com 20, 25 anos, tem condições de chegar à aposentadoria com uma reserva financeira grande", resume Cristiano Lacerda, sócio de uma das cinco maiores consultorias de benefícios e gestão empresarial do País.

A aposentadoria - mesmo a minguada quantia mensal paga pela Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) - é a principal renda fixa do idoso paulistano. Segundo o estudo Síntese de Indicadores Sociais - Uma Análise das Condições de Vida da População Brasileira, publicado em 2009 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 55,9% dos velhinhos paulistanos são aposentados e 12,8%, pensionistas. Do total, 6,2% usufruem do duplo benefício.

Trabalho. É o caso de Maria Sonia Bianchini, de 75 anos. Costarriquenha radicada no Brasil desde os 20 anos - com passagens por Rio, Natal e Avaré (SP) - ela aposentou-se com 60 anos. Ganha, com isso, cerca de R$ 1,2 mil. Com a morte do marido, alguns anos depois, passou a acumular o benefício da pensão (cerca de R$ 1 mil). Mas não parou de trabalhar. Empresária, está à frente de uma pousada no bairro do Paraíso, a quatro quadras de sua casa - aumentando sua renda mensal em cerca de R$ 4 mil. "Chego a trabalhar até 11 horas por dia", afirma, com ar vitorioso. "Você tem a idade que você sente."

Um benefício que não reflete diretamente no bolso das pessoas da terceira idade - mas pode melhorar sua condição de vida - é a criação, em janeiro, do Fundo Nacional do Idoso.

"Quando regulamentado, receberá doações de pessoas físicas para financiar programas para os idosos, mediante abatimento fiscal", diz Cláudia Beré, promotora do Atendimento ao Idoso do Ministério Público Estadual (MPE). "A lei federal que o criou também permite a regulamentação de fundos estaduais e municipais. Já enviamos ofício ao governo do Estado e à Prefeitura para saber quais são os planos de implementação."

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