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Cumbica inaugura no dia 20 mais um terminal, a 2 quilômetros dos atuais

Nataly Costa

30 Novembro 2011 | 22h 30

Construído onde ficava o antigo galpão da Vasp, o novo espaço é remoto, ou seja, desconectado do aeroporto

Às vésperas das viagens de fim de ano, o Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, inaugura no dia 20 mais um terminal de passageiros. A estrutura - construída em cinco meses pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) para evitar caos aéreo nas férias - amplia a capacidade anual de Cumbica dos atuais 20,5 milhões para 26 milhões de pessoas.

Construído onde ficava o antigo galpão de cargas da Vasp, o novo terminal é remoto, ou seja, desconectado do aeroporto. Fica a cerca de 2 km de distância dos Terminais 1 e 2. Na prática, é o terceiro terminal de Cumbica, embora oficialmente o tão aguardado Terminal 3 propriamente dito ainda esteja em fase de terraplenagem. Vai ficar depois do aeroporto, na área onde hoje funciona um heliponto (que será demolido). O Terminal 3 será uma obra da iniciativa privada, tocada pela empresa que ganhar a concessão de Cumbica. O leilão está marcado para o dia 22.

O Terminal Remoto é polêmico desde o início. Começou a ser construído em julho, ao custo de R$ 86 milhões em "caráter emergencial", segundo destacou a Infraero. O Ministério Público Federal questionou o contrato com a construtora Delta e a Justiça Federal chegou a mandar parar as obras em setembro. A desembargadora Marli Ferreira, do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região, porém, aceitou os argumentos da Infraero e determinou a imediata continuidade das obras dois dias depois.

No dia 20, ele não será inaugurado totalmente pronto - o prazo oficial para o fim das obras é janeiro, mas a Secretaria de Aviação Civil (SAC) já havia anunciado que colocaria o terminal em operação antes. Serão 12 mil metros quadrados de área, com espaço para receber 5,5 milhões de pessoas ao ano.

Permanente. Apesar dos apelidos de "puxadinho" e "puxadão", o Terminal Remoto é permanente e ainda vai ganhar um adendo: até dezembro do ano que vem, o galpão desativado da antiga Transbrasil, anexo ao da Vasp, também vai se transformar em terminal, criando um único "puxadão".

Outra obra inicialmente provisória mas que a Infraero já disse que veio para ficar é o Módulo Operacional Provisório (MOP), uma sala de embarque inaugurada em agosto, com capacidade para 1 milhão de passageiros. "O terminal é agradável, limpo, confortável. É um engano achar que não pode ser uma solução de longo prazo ", disse, à época, o ministro da SAC, Wagner Bittencourt.

Ampliação

8 milhões

de passageiros será a capacidade anual do Terminal Remoto no fim do ano que vem, quando ficar pronta a segunda parte da obra no antigo galpão de cargas desativado da Transbrasil.