Criminosos miram cada vez mais nos smartphones

Aparelhos representam 59,21% de tudo que foi roubado na capital. Vítimas discutem como evitar crime na internet

O Estado de S.Paulo

20 Outubro 2013 | 03h08

O fetiche provocado por celulares de última geração, ferramentas que hoje são capazes de realizar mais tarefas do que um computador, também provocou mudança importante no crime. Esses objetos de desejo representam 59,21% de tudo o que foi roubado e furtado em São Paulo, segundo a pesquisa de vitimização do Insper 2013.

A porcentagem é quase duas vezes maior do que o dinheiro (38,27%) e quatro vezes mais alta do que cartão de crédito e talão de cheque (13,36%). Notebooks e tablets foram levados somente em 1,08% dos casos.

Dados sobre celulares não constam das pesquisas do Insper de 2003 e 2008. Nas pesquisas de vitimização da Secretaria da Segurança Pública, em 2007, o dinheiro ainda era o objeto mais roubado e furtado (56%). O celular ficava na segunda posição (35,8%). Em 2010, o roubo e furto de celulares já tinham saltado para 51,6% dos casos.

Na internet, para evitar o apetite dos ladrões, há tutorais que explicam formas de como lidar com a perda ou o roubo de celulares. Um deles, por exemplo, voltado ao iPhone, tem cerca de 100 mil visualizações.

Reação. Saber o que fazer nesses casos, aliás, deve fazer parte do Manual do Homem Moderno, blog escrito pelos jornalistas Leonardo Filomeno, de 29 anos, e Edson Castro, de 26. Castro tem algumas histórias que envolveram seu aparelho, um iPhone 4 que levou tempo para comprar e que usa muito no dia a dia no trabalho.

Nas duas vezes em que foi roubado, depois de apanhar de ladrões desarmados, ele acabou correndo atrás dos criminosos para recuperar o aparelho. E acabou bem-sucedido. "Claro que não recomendo isso. É que na hora bateu o desespero."

Na internet, ele deu algumas dicas de como o proprietário deve proceder para diminuir o prejuízo no caso de roubo: configurar o aparelho no iCloud para gravar informações e arquivos, usar o aplicativo "buscar meu iPhone", pagar o seguro do celular, anotar o código do aparelho. "Hoje as empresas estão criando ferramentas para evitar o uso do celular depois do roubo, o que pode desestimular os ladrões", diz Castro. / B.P.M.

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