Rafael Arbex / Estadão
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Crimes de homicídio e latrocínio têm alta em junho no Estado

O aumento no número de assassinatos foi considerado 'atípico' pela Secretaria da Segurança Pública, que atribuiu a elevação aos crimes praticados dentro de residências

Marco Antônio Carvalho, O Estado de S. Paulo

25 Julho 2017 | 21h24

SÃO PAULO - O Estado de São Paulo viu crescer em junho os casos de homicídio, latrocínio e roubo de carga, em comparação com o mesmo mês do ano passado, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira, 25, pela Secretaria da Segurança Pública. O aumento no número de assassinatos foi considerado “atípico” pela pasta, que atribuiu a elevação aos crimes praticados dentro de residências, dizendo acreditar que a alta não se repetirá.

Os casos de homicídio em todas as cidades paulistas passaram de 233 para 242, enquanto os latrocínios passaram de 27 para 32, e roubo de cargas, de 785 casos para 932. O secretário Mágino Alves Barbosa Filho disse que trabalha para manter o “estado de redução” dos homicídios.

No semestre, esse crime teve queda de 1.728 para 1.662 registros. Já os latrocínios subiram 25,15% nos primeiros seis meses do ano ante o primeiro semestre de 2016, passando de 163 para 204. O crescimento nos latrocínios foi sentido de forma mais frequente na capital, que passou de 51 para 74 mortes no período. A elevação de roubos de carga no semestre foi de 23,17%, chegando a 5.417 assaltos.

“A nossa preocupação sempre é a vida. Mesmo registrando quedas constantes no indicador de homicídio, nossa preocupação é sempre manter esse estado de redução. Trabalhar para que a taxa de homicídios volte à normalidade, trabalhar para evitar o crime de latrocínio, um crime gravíssimo e a gente tem trabalhado incessantemente para reduzir esse indicador, que esteve em queda durante um largo período”, disse.

O secretário disse que os conflitos domésticos explicam a atipicidade da elevação dos homicídios. Segundo ele, 62% dos assassinatos de junho foram cometidos no interior das residências das vítimas, o que pode indicar a ausência de conflitos entre grupos organizados. “Os dados que temos não se coadunam muito com briga entre facções”, disse.

A alta foi puxada pelo crescimento dos casos na Grande São Paulo. Nessa região, em junho, os homicídios aumentaram 61,9%, com 26 ocorrências a mais. No semestre, com 436 casos, a alta foi de 23,16%.

Nos seis primeiros meses, o Estado registrou 161.819 roubos em geral (contra pedestres, comércios e residências), um aumento de 0,68% em comparação com os 160.734 do período no ano passado. No mês de junho, o indicador teve queda de 2,45%, com 26.576 casos. Na capital, os roubos aumentaram tanto no semestre (3,29%) como no mês (1,24%).

 

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